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23 cidades na região de Prudente têm risco de surto para dengue

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Dos 53 municípios da 10ª RA, 43,4% apresentaram altos índices larvários e outras 24 (45%) figuram em situação de alerta

O Ministério da Saúde divulgou ontem o novo LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti) com densidade larvária preocupante para a maioria das cidades da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo. Dos 53 municípios, seis (11,3%) obtiveram um indicador satisfatório no levantamento, de até 0,9. O IIP (Índice de Infestação Predial) de 24 deles (45,2%) ficou em estado de alerta – entre 1 e 3,9 – enquanto os 23 remanescentes (43,4%) apresentam risco de surto para a dengue.

Os dados foram coletados entre janeiro e 15 de março, de modo que muitas das cidades realizaram novos levantamentos e registraram uma representativa diminuição na quantidade de criadouros encontrados durante as vistorias. De acordo com a pasta federal, o LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor das doenças dengue, zika e chikungunya. A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes.

 

Maiores indicadores

Na região, os maiores IIPs foram encontrados no levantamento de Lucélia (12,2), Euclides da Cunha Paulista (12,1), Panorama (9,2) e Presidente Bernardes (9,0). No entanto, conforme esclareceu a supervisora do controle de vetores e zoonoses, Leidiane Roberta Pereira, supervisora do controle de vetores e zoonoses, na última ADL (Avaliação de Densidade Larvária) o indicador reduziu para 2,3. Até agora o município registra um caso de dengue, mas importado.

“No início do ano, a grande incidência de chuvas influenciou na proliferação dos criadouros, assim como o período de férias, no qual muitos viajaram e deixaram os imóveis fechados, acumulando focos”, explica a supervisora. Diante disso, o órgão promoveu visitas casa a casa, bloqueio de criadouros e intensificação a cada 15 dias da aplicação de larvicidas em áreas consideradas prioritárias, onde há ferros-velhos, escolas ou unidades de saúde. “Nos bebedouros de animais e caixas d’água colocamos um peixinho que se alimenta das larvas”, acrescenta.

Em Euclides da Cunha Paulista, a situação não é diferente. De acordo com o prefeito Christian Fuziki Ikeda (PSD), a última ADL teve como resultado 1,85. “Para chegar a esse índice, já que o anterior estava mais alto, foi necessária a contratação emergencial de agentes de controle de vetor, mutirão para coleta de entulhos e limpeza de quintais, ação conjunta com as equipes de Estratégia de Saúde da Família (treinamento e visitas das agentes comunitárias de saúde) e limpeza pública, divulgação por rádio e carro de som, além da criação de uma lei municipal criando multa para imóveis com criadouros”, informa o chefe do Executivo. Além disso, o município está com um edital de concurso público aberto para contratação de mais agentes de controle de vetor. Até o momento, não houve confirmação de nenhum caso de dengue no município.

 

Casos preocupantes

A coordenadora da Vigilância Sanitária e da equipe de vetores de Presidente Bernardes, Jussara Camargo, conta que conseguiu zerar o índice de infestação predial no último levantamento, diante dos dias mais frios que prejudicam a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Até o momento, a cidade conta apenas com suspeitas de dengue.

Em Álvares Machado, cujo índice ficou em 6,3, também não há casos de dengue, conforme a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Lucilene Macedo. O município não possui nenhum caso confirmado de dengue. Na cidade, trabalhos de combate à dengue são realizados constantemente com mutirões de limpeza nos bairros para eliminação de criadouros, campanhas de orientações, visitas diárias em quintais, reuniões com as equipes, trabalhos com os agentes comunitários das Estratégias Saúde da Família, busca ativa e monitoramento semanal de casos.

 

Levantamento de Índices do Aedes aegypti (LIRAa – LIA)
Municípios IIP
Adamantina 2,0
Alfredo Marcondes 1,5
Álvares Machado 6,2
Anhumas 1,9
Caiabu 1,4
Caiuá 4,7
Dracena 3,6
Emilianópolis 2,2
Estrela do Norte 0,0
Euclides da Cunha Paulista 12,1
Flora Rica 7,4
Flórida Paulista 2,7
Iepê 1,8
Indiana 1,6
Inúbia Paulista 1,2
Irapuru 7,2
Junqueirópolis 4,7
Lucélia 12,2
Marabá Paulista 2,2
Mariápolis 1,1
Martinópolis 6,8
Mirante do Paranapanema 3,6
Monte Castelo 6,5
Nantes 8,5
Narandiba 4,1
Nova Guataporanga 6,7
Osvaldo Cruz 2,1
Ouro Verde 8,1
Pacaembu 0,9
Panorama 9,2
Pauliceia 8,5
Piquerobi 3,3
Pirapozinho 2,0
Pracinha 0,4
Presidente Bernardes 9,0
Presidente Epitácio 3,1
Presidente Prudente 5,5
Presidente Venceslau 3,8
Rancharia 6,6
Regente Feijó 2,9
Ribeirão dos Índios 1,2
Rosana 4,5
Sagres 0,0
Salmourão 4,7
Sandovalina 0,7
Santa Mercedes 1,9
Santo Anastácio 4,3
Santo Expedito 1,4
São João do Pau D’Alho 5,7
Taciba 0,7
Tarabai 5,5
Teodoro Sampaio 2,9
Tupi Paulista 1,2
Fonte: Ministério da Saúde

 

 

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