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Bebês podem ter alergia ao leite materno? Pediatra esclarece

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Determinados alimentos consumidos pela mãe podem ser reconhecidos como proteínas alergênicas pelo bebê

Os benefícios do aleitamento materno são inquestionáveis. Mais do que “um meio de alimentação”, ele é o primeiro contato físico entre mãe e filho, sendo assim, inclusive, uma das principais formas de fortalecer este importante vínculo de amor nos primeiros meses de vida do bebê.

“O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento. Deve ser realizado por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos seis primeiros meses de vida. A amamentação promove o vínculo afetivo entre mãe e filho ao estabelecer o contato visual e contínuo. Além, desses benefícios, evita e reduz a gravidade de doenças infecciosas, respiratórias e alérgicas e proporciona proteção a longo prazo contra hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e dislipidemia”, explica Nathália Sarkis, médica pediatra do Hospital Santa Lúcia e membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Para a mãe, a amamentação também oferece benefícios importantes: o aleitamento na primeira hora pós-parto, ajuda na contração do útero e na redução do sangramento pós-parto. Além disso, as mães que amamentam têm menor risco de terem câncer de mama e costumam retornar ao peso normal de forma mais rápida.

Porém, até mesmo devido à importância que tem, a amamentação costuma gerar muitas dúvidas e até alguns mitos. Neste sentido, reforça-se a importância da mãe ter um bom acompanhamento durante este período, esclarecer todas suas dúvidas com profissionais de confiança e não acreditar em “tudo que se lê ou escuta por aí”.

Muitas pessoas falam, por exemplo, erroneamente sobre “o leite materno causar alergias no bebê”, insinuando até mesmo que, nestes casos, a mãe não poderia mais amamentar. Porém, esse não é um tipo de informação que possa ser disseminada de forma leviana. Abaixo, você confere o que significa exatamente o termo “alergia ao leite materno”, como esse caso pode ser identificado e quais são, normalmente, as medidas tomadas.

Afinal, o que é a alergia ao leite materno?

Nathália explica que os alimentos ingeridos pela mãe podem ser transmitidos ao leite materno. “E podem, em alguns casos, ser reconhecidos como proteínas alergênicas pelo bebê e, assim, ocasionar alguns sintomas clínicos nele”, diz.

Tendo isso em mente, é importante que as pessoas saibam que este não é um “problema irreversível”, que necessariamente impede a mãe de amamentar seu bebê. Com o devido acompanhamento profissional, o caso será identificado e tratado da melhor maneira possível.

Ainda de acordo com a pediatra, os principais alimentos alergênicos que, quando consumidos pela mãe, podem causar alergias no bebê são:

  • Leite de vaca e derivados;

  • Soja;

  • Ovo;

  • Oleaginosas;

  • Trigo.

Vale reforçar, porém, que esses não são “alimentos proibidos” para as mães que amamentam. Cada caso é único e deverá ser tratado como tal.

Como identificar a alergia

De acordo com Nathália, os principais sintomas que o bebê pode apresentar em caso de alergia a algum alimento consumido pela mãe são:

  • Dificuldade para ganhar peso;

  • Lesões na pele, como rash, urticária ou eczema;

  • Assadura perianal;

  • Sangue nas fezes;

  • Diarreia;

  • Vômitos;

  • Congestão nasal ou outros problemas respiratórios;

  • Irritabilidade após mamada;

  • Agitação excessiva.

Para identificar a alergia, de acordo com a pediatra, podem ser realizados exames como dosagem de pH fecal, pesquisa de sangue oculto nas fezes, pesquisa de substâncias redutoras nas fezes, entre outros. “Mas, uma avaliação clínica realizada de forma eficaz muitas vezes é suficiente para diagnóstico”, destaca.

Como combater a alergia

Nathália lembra que a mãe não deve limitar sua alimentação durante a amamentação. “Esse processo de restrição ocorre apenas durante situações de alergias. Assim, quando identificado o agente alergênico, esse deve ser excluído da dieta materna e da dieta do bebê, até que seja possível a sua reintrodução alimentar”, explica.

Por fim, vale reforçar que, durante a fase de amamentação, de forma geral, a mãe deve seguir uma dieta equilibrada e se hidratar muito bem, sem fazer restrições alimentares desnecessárias. Qualquer tipo de particularidade na dieta deverá ser indicado e acompanhado por um profissional habilitado para isso.

(Dicas de Mulher) 

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