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General do Exército diz que “intervenção militar” terá derramamento de sangue

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Luiz Gonzaga Schroeder ameaça ação contundente para garantir interesse da população

 

L uiz Gonzaga Schroeder Les­sa, general de Exército da reser­va, riscou um fósforo e aproximou da pólvora. Em entrevista ao vivo na Band AM de Porto Alegre, jun­to ao jornalista Milton Cardoso, o militar reiterou que eles obser­vam atentamente aos atos do Su­premo Tribunal Federal (STF) e que pretendem agir, caso a Supre­ma Corte não entenda os dese­jos da população brasileira.

“Eu sempre fui contra e continuo sen­do contra a intervenção militar. Não sou a favor. Como coman­dante do exército em particular, com o general Villas Boas, e logi­camente com os demais coman­dantes, mas acho que há um limi­te de tolerância, e estou achando que nós estamos chegando nesse limite de tolerância infelizmente”.

Para o militar, existe risco de confrontação nacional. “Quero crer que do jeito que estão indo as coisas, se o STF continuar desa­fiando a sociedade brasileira, nós corremos um risco. E a irrespon­sabilidade é toda do STF. Uma con­frontação nacional não será pacífi­ca. Com a intervenção militar, vai ter derramamento de sangue, in­felizmente é isso que a gente re­ceia, mas ela não vai ser pacífica, ela não vai ser resolvida na palavra”.

Luiz Gonzaga Schroeder Lessa diz que está provado que Lula não é inocente e merece a prisão. “Ela não vai ser resolvida em criação de lei de última hora: ela vai ser resol­vida na bala, com mortes, com feri­dos e o STF está sendo um grande estimulador desse estado de coi­sas. Para um homem que já está condenado a 12 anos, ele não é em absoluto inocente. Ele está conde­nado a 12 anos e 1 mês. Ele já foi condenado em primeira instância, ele já foi condenado em segunda instância, ele já foi condenado em terceira instância também por una­nimidade 5 a 0, em segunda instân­cia por 3 a 0. O que mais que o STF quer, minha gente? Não dá para entender, não estamos tratando de uma pessoa sobre a qual exis­te dúvidas de culpabilidade, não existe mais, ou então a nossa jus­tiça não prestou para nada na pri­meira, na segunda e na terceira ins­tância. É só o STF que está certo?”

O militar disse ainda na entre­vista que a população clama por “intervenção” e que o STF deseja antecipar uma rebelião, ao tentar apoiar políticos corruptos.“Espera aí, eles têm que colocar a mão na cabeça, porque ele está gerando a possibilidade de um grave conflito social. A gente vê os ânimos exal­tados por onde este ex-presidente tem passado, já como um preâm­bulo disso que eu estou falando, infelizmente. Vejo que as nossas Forças Armadas não falam, estão quietas, mas este mutismo não é in­diferença, este mutismo eu até en­caro com muita preocupação, por­que a gente não age por palavras, a gente infelizmente tem que agir pela força. E isso está sendo evita­do há muito tempo, há muito tem­po que se clamam uma intervenção militar e nós estamos dizendo não à intervenção, nós vamos ter que resolver isso no voto, mas o STF parece que está querendo anteci­par esta rebelião popular no Brasil”

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