Início Destaque Preparem o seu bolso: Conta de energia elétrica fica, em média, 15,55% mais cara na região de Presidente Prudente

Preparem o seu bolso: Conta de energia elétrica fica, em média, 15,55% mais cara na região de Presidente Prudente

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Aumento foi autorizado pela Aneel para a concessionária Energisa Sul-Sudeste nesta terça-feira (3). Empresa atua em 29 municípios do Oeste Paulista.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (3) o índice de reajuste tarifário da Energisa Sul-Sudeste. O efeito médio a ser percebido pelo consumidor corresponde a 15,55% e passa a valer a partir de 12 de julho. A empresa atua em 29 municípios da região de Presidente Prudente.

Os clientes de baixa tensão, que correspondem a 70,70% dos consumidores da Energisa Sul-Sudeste, terão um efeito médio de 15,06%. Dentro deste grupo, estão os consumidores residenciais, com efeito de 14,96%, e os comerciais e rurais, com 15,22%. Para os consumidores de alta e média tensão, como, por exemplo, as indústrias, o efeito médio será de 16,74%.

Do total do valor reajustado, a maior parte diz respeito à compra de energia e não fica com a distribuidora – neste caso, ela apenas arrecada o valor na tarifa para pagar a compra de energia a agentes geradores.

A compra de energia teve impacto maior no reajuste tarifário deste ano – 13,30% – em função da situação hidrológica mais seca do país nos últimos meses, que provocou maior acionamento de termelétricas, que têm custo mais caro, e do efeito da nova Receita Anual Garantida (RAG) calculada pela Aneel para as usinas repactuadas.

Do total reajustado, apenas 0,24% ficará com a distribuidora.

O reajuste de tarifa é um processo regulado pela Aneel, previsto no contrato de concessão da empresa. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente – o chamado Reajuste Tarifário Anual – e a cada cinco anos, no processo de Revisão Tarifária Periódica.

A tarifa de energia elétrica é composta por custos da distribuição, que formam a Parcela B. É por meio dessa parcela que a Energisa Sul-Sudeste distribui energia aos clientes, paga funcionários, fornecedores e prestadores de serviço, mantém e amplia a rede e os sistemas elétricos, além de realizar investimentos.

Do G1

A outra parcela, denominada Parcela A, é composta pelos custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos.

Nos processos de Reajustes Tarifários Anuais, envolvendo a Parcela B, a Aneel promove o reajuste desta parcela a fim de corrigir seu valor pelo índice de inflação acumulado no último ano. Além disso, nesse processo a Aneel aplica um fator de ajuste que visa a compartilhar com seus consumidores o ganho de eficiência obtido pela empresa e, com isso, diminuir o impacto do índice de reajuste anual.

Já os itens que compõem a Parcela A são integralmente repassados na conta de energia e não têm interferência da distribuidora.

O preço final da tarifa é dividido, portanto, em duas parcelas:

  • Parcela A – custos cujos montantes e preços escapam à vontade ou gestão da distribuidora, que atua apenas como arrecadadora;
  • Parcela B – custos diretamente gerenciáveis, administrados pela própria distribuidora, como operação e manutenção e remuneração dos investimentos.

A tarifa final do consumidor da Energisa Sul-Sudeste contém 41,8% de encargos e impostos. A parte que cabe à distribuidora de energia representa 17,3% da composição da tarifa.

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