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STF quebra sigilo fiscal e bancário de Aécio Neves desde 2014

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A decisão também foi aplicada à irmã do senador, Andrea Neves

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB-MG), durante o período de 1º de janeiro de 2014 a maio de 2017.  A decisão foi decretada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Segundo revela o jornal O Estado de S. Paulo, a quebra de sigilo também foi aplicada à irmã do senador, Andrea Neves, seu primo, Francisco Pacheco de Medeiros e de Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Todos são investigados no âmbito da Operação Patmos.

A Procuradoria-Geral da República denunciou Aécio ao STF por suposto recebimento de propina, paga por Joesley Batista, um dos donos da JBS, no valor de R$ 2 milhões. Segundo a denúncia, o valor foi solicitado por Andrea Neves para pagar advogado do senador. No entanto, para a PGR, o dinheiro era uma contrapartida por favores do senador ao grupo J&F.

Frederico Pacheco e Mendherson Souza foram acusados por terem intermediado o recebimento dos valores.

Mello determinou a quebra dos sigilos e justificou que a medida tem o objetivo de rastrear a origem e o destino de recursos supostamente ilícitos.

Andrea, Frederico e Mendherson são investigados junto com Aécio por corrupção passiva. Aécio também é investigado tentar interromper as investigações da Lava Jato.

A defesa do senador ainda não se pronunciou sobre a decisão.

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