novembro 16, 2018
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42,9% dos eleitores da região de Prudente têm menos que o ensino médio

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Dados divulgados ontem pelo TSE mostram que 26% não concluíram o fundamental e 16% largaram a última etapa da educação básica antes do término

O número de pessoas aptas a votar nas Eleições Gerais de 2018 e que não concluíram nem o ensino fundamental e nem o médio, juntas, somam 296.571 eleitores na 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, que é a região de Presidente Prudente.

 

Os dados são da nova plataforma de estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e foram divulgados na manhã de ontem. O valor próximo dos 300 mil eleitores representa mais de 42,92% do total da região, de 691.035 pessoas aptas ao voto. Para o sociólogo Wilson de Luces Fortes Machado, o número é preocupante, visto que a educação é o fator principal para que o cidadão, por exemplo, tenha condições de interpretar e analisar as propostas apresentadas pelos candidatos. “É extremamente lamentável e sabemos que muitas dessas pessoas deixaram os estudos de lado por pura sobrevivência e não por escolha”, ressalta.

O espaço com os dados do perfil dos eleitores, conforme o TSE, permite o acesso a informações sobre candidaturas, eleitorados, mesários e até mesmo o resultado das eleições. O lançamento oficial dos dados ocorreu na manhã de ontem, por meio do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux, e foram obtidos a partir dos dados do cadastro eleitoral, fechado no dia 9 de maio deste ano, conforme o TSE. Na região de Presidente Prudente, o dado que chama a atenção no que diz respeito à escolaridade dos eleitores aptos, é o número de pessoas que não completaram o ensino fundamental, que são 184.847 (26,75%), mas também das 111.724 (16,17%) que não concluíram o ensino médio. Se somadas, as categorias representam 42,92% do eleitorado e o total de 296.571 pessoas que não terminaram os estudos até o ensino médio.

O levantamento apresenta ainda informações do número de analfabetos, que neste caso são 25.615 (3,71%), aqueles que têm o ensino fundamental completo, com 47.375 pessoas (6,86%), os que concluíram o ensino médio, que representam 25,59% do total, mas também fala dos que sabem ler e escrever, com 34.985 pessoas. Já no que diz respeito ao ensino superior, o TSE revela que 10,88% do eleitorado concluiu os estudos, com 75.178 cidadãos, sendo que 34.468 (4,99%) abandonaram os estudos antes do término.

Números preocupantes

O sociólogo revela que mesmo o percentual de 42,92% não surpreendendo, é preciso levar em consideração os dados e estar em alerta para uma situação preocupante, já que, segundo ele, a educação seria a base para que os eleitores tivessem condições de interpretar não apenas as propostas, mas os candidatos ao pleito. “Esse é um problema enfrentado em todo o país e que agrava ainda mais o quadro político. Claro que há algumas exceções e que, mesmo sem o estudo, ainda conseguem ter uma visão política a partir das experiências vividas e pelo próprio ambiente cultural, mas essa percepção, com a educação, seria ainda mais apurada”, explica.

Entre os fatores, Wilson ressalta que muito pode ser atribuído à falta de oportunidades, quando as pessoas abandonam a educação em busca de um trabalho como forma de sobrevivência. “A pessoa enfrenta uma situação em que, pela necessidade e condições socioeconômicas, deixa de lado a capacitação pessoal, o que gera o desinteresse na educação. É importante que, em mãos destes dados, os próprios candidatos pensem e invistam na educação regional”, salienta.

A educadora da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) e doutora em Educação, Gilza Garms, concorda que o número de pessoas que não concluíram os estudos é preocupante, também pela necessidade de senso crítico que, muitas vezes, pode não ser aguçado por este público, e informa que isso pode fazer com que a região não tenha representantes em nível estadual e federal, por exemplo, como consequência. “Não basta afinidade com o candidato, é preciso conhecê-lo. Penso que, como solução, o sistema deveria atrair de uma melhor forma os jovens, pois a escola hoje em dia é muito desvinculada da realidade social e isso desestimula o estudo”, considera.

O Imparcial

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