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CCZ registra 7 casos de leishmaniose em humanos na cidade de Presidente Epitácio

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Órgão diz que falta de cuidado da população é um dos motivos; Saúde municipal, no entanto, alega não ter devolutiva do GVE

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Presidente Epitácio confirmou nesta semana que o município, apenas em 2018, já contabiliza sete casos de leishmaniose em humanos e 85 registrados em animais.

Conforme a médica veterinária responsável pelo CCZ, Mariana Soller Batista, mesmo sem nenhum caso de morte computado na cidade, a situação é preocupante, visto que o dado é resultado de um “descuido” por parte da população, que poderia, segundo ela, intensificar o cuidado em suas residências.

 

Como forma de prevenção, o órgão realiza ações de limpeza nos bairros em que moram as sete pessoas. O secretário de Saúde do município, Miqueias Alves de Oliveira, por sua vez, afirma que o GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica Estadual) ainda não deu uma devolutiva sobre os casos.

Segundo o CCZ, os números registrados no município neste ano compreendem o período que vai de janeiro a junho, sendo que há uma preocupação maior com os bairros Vila Palmira, Vila Esperança e Alto do Mirante. Se somados todos os casos já registrados desde 2014, o número de humanos com a doença chega a 17. Questionada sobre os possíveis motivos que levam aos números, a médica veterinária esclarece que o vetor da doença se prolifera, principalmente, em materiais em decomposição e sujeiras espalhadas, por exemplo, em quintais. “As pessoas precisam se conscientizar ainda mais sobre a limpeza de suas residências, pois o mosquito vetor se prolifera em acúmulos de folhas, criação de galinhas, que são comuns aqui na cidade, e fezes”, informa.

Como exemplo de trabalho preventivo, Mariana diz que, após o diagnóstico, os casos normalmente são encaminhados ao HR (Hospital Regional) Dr. Domingos Leonardo Cerávolo de Presidente Prudente e, em seguida, os setores de Controle de Vetores, Vigilância Epidemiológica e CCZ realizam um trabalho em nove quarteirões da localidade onde habitam as pessoas com a doença, na intenção de acabar com os focos e prevenir novos casos. “Coletamos, ainda, amostras de sangue dos animais que habitam nestes bairros e indicamos que mesmo sem o diagnóstico, os moradores comprem coleiras que servem como repelentes para seus cães”.

As pessoas precisam se conscientizar ainda mais sobre a limpeza de suas residências, pois o mosquito vetor se prolifera em acúmulos de folhas, criação de galinhas, que são comuns aqui na cidade, e fezes

Mariana Soller Batista

médica veterinária responsável pelo CCZ

Sobre os sintomas, a veterinária explica que nos animais é comum o emagrecimento, aumento de volume na região abdominal, feridas no corpo, principalmente na região dos olhos, crescimento exagerado de unhas, perda de apetite e vômitos. Já nos humanos, se for leishmaniose visceral, os sintomas são: febre prolongada por mais de 20 dias, perda de peso e aumento do volume abdominal, já que o fígado e baço ficam inchado. Mas, sobre os casos de leishmaniose tegumentar, Mariana diz que os sintomas são feridas circulares na pele e febre. “A doença não tem cura, mas há um tratamento que traz qualidade de vida”, expõe.

Por fim, a especialista acrescenta que o tratamento nos cães ainda é muito discutido pelas autoridades, visto que apenas uma droga é autorizada para tal, sendo o Milteforan, mas que, segundo Mariana, possui preço elevado, visto que o tratamento deve ser realizado pelo dono do animal.

A reportagem entrou em contato com o secretário de Saúde do município e foi informada que a pasta ainda não recebeu uma devolutiva por parte do Grupo de Vigilância Epidemiológica Estadual sobre os números de 2018. Já o HR, que acompanhou parte dos acometidos, afirma que foram oito casos que passaram pela unidade, vindos com suspeitas de Presidente Epitácio, e ressalta que o tratamento varia de acordo com cada paciente. “Destes casos, apenas uma paciente permanece internada e ainda sob suspeita, porém, seu estado de saúde é estável”.

SAIBA MAIS

De acordo com a médica veterinária do CCZ de Epitácio, Mariana Soller Batista, a cidade conta com um centro de testagem, que fornece duas vezes por semana um plantão nas ESFs (Estratégias Saúde da Família), quando os animais dos munícipes que desejarem passam pela coleta de material para a comprovação da doença. “Se der positivo em todos os testes, entramos em contato com o dono do animal, que pode optar pelo tratamento ou pela eutanásia”, expõe.

O Imparcial

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