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Conferência de Intercâmbio reúne estrangeiros e brasileiros na região

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Estudantes estrangeiros de 17 países participaram no último final de semana da 19ª Conferência Distrital do Intercâmbio de Jovens, organizada pela Comissão Distrital do Programa de Intercâmbio de Jovens (YEP, em inglês Youth Exchange Program) do distrito 4510 do Rotary Internacional. O evento ocorreu de sexta a domingo e reuniu também jovens brasileiros que retornaram do exterior, jovens brasileiros candidatos ao intercâmbio do próximo ano e familiares, além de rotarianos oficiais e conselheiros de intercâmbio no distrito.

Os primeiros participantes fizeram o check-in pela manhã da última sexta (09), porém o evento teve início no período da noite, com a abertura oficial. Na ocasião, foram apresentados os 57 jovens estudantes (inbounds) recém-chegados do exterior para o intercâmbio no Brasil. Segundo o chairman, Paul Brunning, eles vieram de 17 países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Itália, Japão, México, Suécia, Tailândia, Taiwan e Suécia; e foram acolhidos por familiares do distrito 4510.

Na ocasião, também estiveram presentes autoridades rotarias, como o presidente do Rotary Club de Pirapozinho, Fernando Gouveia Canisares, ex-governadores e o atual governador do distrito, Wilson Yamashiro, que cumprimentou aos presentes e falou da importância do programa. “Sempre que eu assisto a uma apresentação do nosso YEP eu fico muito emocionado, não apenas pela beleza deste programa no nosso distrito, mas porque quando vejo vossas apresentações, me pergunto como pode haver guerra em nosso mundo quando a gente assiste cada um representando o seu países de origem com tanta alegria”, disse.

O governador agradeceu ainda a equipe organizadora do programa e deus as boas vindas aos estrangeiros. “Agradeço aos organizadores que se esforçam tanto para que nosso distrito tenha um programa tão vibrante e desejo a todos as nossas mais calorosas boas vindas”, concluiu.

No sábado (10), pela manhã, os inbounds receberam orientações do comitê para melhor vivência do intercâmbio no país, as atitudes e tarefas deles esperados. De tarde, participaram de atividades recreativas e plantaram 50 mudas nativas em uma área de reflorestamento do resort. A programação do sábado foi encerrada com uma festa junina, para aproximar um pouco mais os jovens estrangeiros da cultura brasileira.

No segundo dia de Conferência, também se reuniram no sábado (10) os candidatos do distrito 4510 ao intercâmbio 2017-2018 e seus familiares. Segundo Paul, o objetivo é “treiná-los para poder enfrentar os desafios que virão e seus familiares para estarem preparados para receber um jovem estrangeiro, além de esclarecer dúvidas de ambas as partes”.

Também receberam treinamento os oficiais e conselheiros 2016-2017, para o entendimento do seu papel para com o programa de intercâmbio, e os rebounds, jovens brasileiros que retornam do exterior e receberam orientações de readaptação no país.

A 19ª edição da Conferência Distrital do Intercâmbio de Jovens do distrito 4510 do Rotary Internacional terminou no domingo (11) com a Assembleia dos oficiais e conselheiros e um almoço de confraternização.

 

Acolhimento

Os Estados Unidos é o país que mais mandou intercambiados neste ano. São 12 em intercâmbio no distrito. De Martinópolis, o casal Olga Aparecida Redondo Altino e Alessandro Altino da Silva recebe desde o mês passado a estudante Alana Converse (17). Eles contam que, em 2015, uma das filhas foi para a Dinamarca e, segundo a proposta do programa, quando um filho é enviado para o intercâmbio no exterior, a família recebe um estrangeiro em casa. “Para isso, nós passamos por diversos treinamentos no período de um ano”, contam.

A acolhida de estrangeiros já faz parte da vida da família. Alana é a quarta estrangeira acolhida pelo casal nos últimos anos, que também já recebeu dois alemães e uma canadense. “Nós já nos acostumamos. Para eles, acaba sendo mais difícil, por isso precisamos orientá-los e envolvê-los na sociedade”.

Segundo o casal, é primordial que a família que recebe um intercambiado entenda o processo de adaptação tanto do jovem quanto da própria família. “A Alana acorda cedo, vai para a escola, almoça em casa, de tarde participa de atividades como pilates e academia, e assim como participa da rotina da casa, como os outros filhos. Não pode ser visita, ela é parte da família”, enfatizam.

Para Alana, recém chegada dos Estados Unidos, tudo ainda é novidade. A americana, acolhida em Martinópolis, conta que, quando candidato ao programa, colocou o Brasil como um dos países que gostaria de conhecer, e assim conseguiu a oportunidade. O lugar, a cultura, a língua, as pessoas e a família. Tudo é novo para ela. “Principalmente o contato físico, aqui as pessoas são mais próximas”, conta.

Quando questionada sobre a adaptação na nova realidade e na nova família, ela disse que “tudo é muito bom, mas acredita que ficará mais fácil a medida que ela aprender o português”.

 

Experiência

Thaís Velasquez Dias (17) é de Presidente Prudente e voltou do intercâmbio na Alemanha na segunda metade do ano passado. Hoje ela faz parte do Rotex, organização internacional na qual participam os intercambistas retornados (rebounds) do Rotary, ou seja, aqueles que já tenham participado do Programa de Intercâmbio da Juventude. Por meio da experiência adquirida, ela e os demais integrantes auxiliam os atuais intercambistas estrangeiros que estejam em suas comunidades (inbounds) ou os que fazem parte da comunidade e partiram ou ainda vão partir pra outros países (outbounds).

Sobre o intercâmbio, a jovem conta que morou na região de Munique, capital do estado alemão da Baviera, onde foi acolhida por três famílias. “Eles me deram independência para fazer as coisas, mas também cuidavam muito de mim. O tempo inteiro queria estar juntos, era uma família muito unida, principalmente nas refeições. A região onde morei é mais parecida com os costumes da Áustria que dos da própria Alemanha. Eu morei em uma montanha, então o clima também foi muito diferente. Lá passei por todas as estações”, explica.

Para a jovem, o tempo em que ficou no exterior por meio do programa foi propício para experimentar coisas novas, como a de lidar com as comidas tradicionais da região e fazer novas amizades. “Acho que temos que ser aberto as experiências. Eu sempre fui uma pessoa muito fresca, quando eu não gostava de alguma coisa [comida] quando olhava já falava que não ia provar. Eu tinha que provar, passar pela experiência, estava em um outro país. E tinha um prato que lá eles comem muito e as porções são muito grandes. Então eu tive que me controlar, porque deixar comida no prato era feio. E também se abrir para as pessoas a volta, somos muito fechados as vezes”, ressalta. Quanto a língua, ela se orgulha do rápido aprendizado. “No começo eu tinha vergonha de falar porque eu gostava muito da minha família e eu tinha vergonha de pagar mico. Mas me adaptei a língua porque é uma coisa que eu tenho muito gosto”, conclui.

Assessoria de Comunicação do Terra Parque Eco Resort

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