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Depressão aumenta riscos de problema cardiovascular

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Especialistas falam sobre semelhanças nos sintomas e importância do tratamento conjunto entre psicólogo e cardiologista

A interação entre corpo e mente é cada vez mais esclarecida pela ciência. Um paciente com depressão, muitas vezes negligenciada, pode sofrer alterações endócrinas, neurológicas, imunológicas e cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente existem mais de 350 milhões de pessoas com depressão no mundo.

“Aqueles que sofrem com a depressão costumam ter uma série de sintomas que caracterizam uma verdadeira ameaça ao coração. Um deles, por exemplo, é a insônia, que pode aumentar o risco de hipertensão arterial em mais de 30%, segundo estudos. A ansiedade excessiva também é outro fator de risco, que pode gerar uma arritmia cardíaca e levar a um quadro de infarto. Além disso, a doença cardíaca por si só pode levar a um quadro de depressão”, aponta o cirurgião cardiovascular, Dr. Marcelo Sobral.

Um estudo da Universidade de Santo Amaro (Unisa), apresentado no último Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, em 2017, analisou justamente essa relação entre a depressão e os riscos ao coração e concluiu que o tratamento do distúrbio psicológico pode ajudar a reduzir drasticamente a ocorrência de problemas cardíacos.

“Ambas as condições podem ter sintomas semelhantes como fadiga, anorexia, redução da interação com tendência ao isolamento, além de prejuízo do sono, alimentação e diminuição da atenção, por isso, os tratamentos precisam ser coordenados. O acompanhamento psicológico pode ajudar o paciente a falar sobre suas emoções, identificar seu estado mental e físico e principalmente, aumentar as chances de estabilização dos fatores de riscos para saúde”, afirma Thais Silva, psicóloga da Clínica Soulleve.

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