Dados do programa de vacinação contra COVID-19 na Escócia levaram à descoberta de um possível aumento no risco de um distúrbio hemorrágico leve após a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca.

Os médicos examinaram os registros de 5,4 milhões de pessoas na Escócia para casos de coágulos sanguíneos, sangramento incomum e uma doença autoimune chamada púrpura trombocitopênica idiopática, na qual ocorre uma redução nas plaquetas sanguíneas que pode levar a contusões, sangramento nas gengivas e hemorragia interna.

A análise conduzida pela Public Health Scotland descobriu que o risco dessa doença autoimune foi maior em 1,7 milhão de pessoas que receberam a primeira dose da vacina em questão. Os pesquisadores estimam que haja 11 casos de distúrbio hemorrágico leve para cada milhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca administrada. O efeito colateral é observado principalmente em pessoas idosas com problemas crônicos de saúde.

Mas não é motivo para pânico. Segundo Aziz Sheikh, autor sênior do estudo e professor da Universidade de Edimburgo, em nível populacional, o risco é baixo, e ainda por cima há tratamentos para pessoas que desenvolvem a púrpura trombocitopênica idiopática.

Em fevereiro, tiramos todas as dúvidas sobre a vacina da AstraZeneca com um infectologista. Na ocasião, o especialista ressaltou que o imunizante utiliza um vírus inativado, o adenovírus, como vetor de parte do material genético do SARS-CoV-2. Ele é responsável por produzir a proteína que gera a resposta imune, e a única contra-indicação absoluta é ter história de alergia grave a um dos componentes da vacina.

Fonte: Canaltech

*Yahoo

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