Assinada hoje a ordem de início de serviços da obra de melhorias na Estação Ferroviária.
Convênio DADE 229/2019 no valor de 459.413,76.

 

HISTORICO DA LINHA:

 

A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.

A ESTAÇÃO: Última estação da linha, o ponto final da inicialmente denominada “linha do Tibagi” deveria chega a um ponto em Porto Tibiriçá, às margens do rio Paraná, num ponto ainda praticamente virgem. Durante os anos da construção do ramal, que afinal viria a se tornar a linha-tronco da Sorocabana, o nome da localidade foi alterado como uma homenagem ao Presidente Epitácio Pessoa, que visitava o Estado de São Paulo exatamente no dia em que os trilhos da EFS chegaram à futura cidade, em agosto de 1921 – a estação e a linha foram inauguradas somente um ano mais tarde, em 1922 (veja caixa abaixo).

No extremo da linha, em terras pertencentes ao Estado, acha-se a estação ‘Presidente Epitácio’. A julgar pelo que sucedeu em outras estações do mesmo trecho – como Palmital, Pau D’Alho, Candido Mota, Assis, Presidente Prudente, Santo Anastácio e outras que hoje são florescentes cidades – em breve, e com mais forte razão, por estar em frente a outro estado, uma cidade rodeará essa estação. Para que não seja ela a evolução de uma aldeia levantada a esmo, dificultando as futuras edilidades com remodelações, foi organizado um projeto e apresentado ao Governo do Estado, satisfazendo a requisitos para o bem estar de sua futura população. Apesar da proximidade de Presidente Epitácio do rio Paraná, somos de opinião que, regularizando o regime do córrego Caiuá, não será essa localidade assolada pela malária, por achar-se em um plano de nível muito superior às águas do grande rio” (Relatório da Sorocabana para 1922).

A estação deixou de receber trens de passageiros em janeiro de 1999, mas a estação permaneceu aberta por algum tempo recebendo mercadorias que vêm do Mato Grosso do Sul, como grãos e farelo, que embarcavam ali.

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http://www.estacoesferroviarias.com.br/p/presepitacio.htm

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