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EUA acusam regime venezuelano de ser responsável por morte de opositor

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Procuradoria da Venezuela divulgou detalhes da autópsia que reiteram suicídio e negam que ele tenha sido assassinado

O s Estados Unidos acusaram nesta quarta (10) o governo venezuelano de envolvimento na morte do vereador de oposição Fernando Albán, encontrado morto dentro da prisão na última segunda-feira (8) -e que Caracas afirma ter se suicidado.

A procuradoria da Venezuela divulgou detalhes da autópsia que reiteram a versão oficial e negam que ele tenha sido assassinado, como acusam opositores do regime do ditador Nicolás Maduro.

Segundo o procurador-geral Tarek William Saab, o documento mostrou que Albán morreu após se jogar de uma janela do décimo andar do prédio do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin, a polícia política de Maduro).

“Morreu em consequência do golpe recebido ao cair de uma altura (…), não havia evidência de maus tratos físicos prévios à queda”, afirmou Saab ao ler trecho do laudo.

Washington, porém, discordou da versão venezuelana e responsabilizou o regime pelo caso. “Os Estados Unidos condenam o envolvimento do governo Maduro na morte do vereador oposicionista Fernando Albán”, diz o comunicado divulgado pela Casa Branca.

Foi a primeira vez que um governo acusou Caracas de envolvimento no caso. Na terça (9) a ONU, a União Europeia e o Brasil pediram separadamente uma “investigação transparente” do assunto, mas não chegaram a responsabilizar o regime de Maduro.

O advogado do oposicionista já tinha questionado a versão oficial e seu partido, o Primeiro Justiça, considera que ele foi assassinado no cárcere.

Em relatório divulgado no mês passado, a Anistia Internacional acusou o governo Maduro de realizar prisões arbitrárias politicamente motivadas e de usar tortura e outras formas de tratamento cruel, desumano e degradante contra os presos.

O texto da Casa Branca não acusa diretamente as autoridades venezuelanas de terem matado Albán, mas critica o fato de ele ter morrido enquanto estava sob custódia do governo e promete novas ações contra Caracas.

“A administração Trump vai continuar a aumentar a pressão contra o regime Maduro e seus aliados até que a democracia seja restaurada na Venezuela”, afirma a nota.

“Os Estados Unidos pedem a soltura imediata de todos os presos políticos e que o regime Maduro tome medidas diretas e concretas para reestabelecer a democracia na Venezuela e para prevenir mais sofrimento e derramamento de sangue”, afirma o comunicado.

Saab, o procurador-geral venezuelano, disse que cabe à oposição mostrar que a versão oficial está errada. “Isso de que caiu já morto é uma mentira que não pode ser repetida e, quem quiser repeti-la, que a prove”, afirmou.

Ele também apresentou uma nova versão de como Albán teria se suicidado. Inicialmente as autoridades afirmaram que o vereador se jogou da janela de um banheiro quando esperava ser transferido da sede do Sebin para um tribunal.

Mas Saab reformulou essa versão nesta quarta. “Ele se levantou abruptamente da mesa dizendo que queria ir ao banheiro, aproveitou-se dessa circunstância, correu até uma janela panorâmica que se encontrava no 10º andar da sede da Sebin e se lançou ao vazio.”

O oposicionista tinha sido preso na última sexta-feira (5) ao pousar no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve Caracas, após sair de Nova York.

Ele tinha ido aos Estados Unidos para visitar os filhos e para participar de um ato contra Maduro ao lado do correligionário e ex-presidente da Assembleia Nacional Julio Borges, exilado na Colômbia.

Tanto Albán quanto Borges eram acusados por Caracas de ligação com o suposto atentado contra Maduro feito em 4 de agosto.

Na ocasião, dois drones explodiram no centro da capital Caracas, enquanto o ditador participava de um evento militar no local.

Mais de 20 pessoas foram presas pelo governo acusadas de participar da ação e Maduro afirmou que os Estados Unidos e a Colômbia ajudaram a realizar os ataques, mas não apresentou provas da acusação. Albán negava envolvimento com o caso. Com informações da Folhapress.

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