Por razões ideológicas, Bahia impede projeto da Alemanha com o Ministério do Meio Ambiente

A má vontade e exigências anormais de órgãos ambientais do governo da Bahia, controlado pelo PT, estão inviabilizando a repatriação de 50 ararinhas-azuis, sem custos para o governo brasileiro, promovida pela Associação Para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), entidade ambientalista alemã. A má vontade tem conotação ideológica, por se tratar de um projeto do Ministério do Meio Ambiente.

A ararinha-azul é uma espécie considerada extinta. A repatriação estava prevista para ocorrer em 3 de março próximo, mas, segundo apurou o Diário do Poder, diante do comportamento dos burocratas do Inema, órgão ambientalista da Bahia, os alemães fizeram chegar ao governo brasileiro que, em princípio, desistiram da operação. Até já haviam fretado avião para trazer as ararinhas para o Brasil, assumindo todos os custos.

Tudo foi pensado para o trabalho de reprodução.

Tudo começou com o acordo firmado entre o governo do Brasil, através do Ministério do Meio Ambiente, e a Alemanha, por meio da ACTP). Desde 2012, quando só restavam cerca de 70 indivíduos da espécie em todo o mundo, essa associação alemã desenvolve esforços para aumentar a escassa população em cativeiro.

Habitat histórico
O plano de repatriação previa que, chegando ao Brasil, os animais seriam levados para o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação criada em 2018, em Curaçá (BA), especialmente para receber as aves.

O local é habitat histórico da espécie, considerada extinta na natureza desde 2000, após ser alvo durante anos de caçadores e traficantes de animais. Após um período de adaptação em viveiro, elas seriam, enfim, soltas na natureza.

As obras quase concluídas do centro de reprodução.

Parceria internacional
O Plano de Ação Nacional para Conservação da Ararinha-Azul é um projeto do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros internacionais, dos quais a principal é a ACTP, que tem controle total do trajeto, adaptação e soltura das aves em território brasileiro.

Uma das maiores vitórias do ciclo ocorreu em 2013, quando um dos parceiros, a Instituição de Preservação da Vida Selvagem Al Wabra, do Qatar, obteve sucesso na reprodução artificial e passou a reproduzir filhotes. O número estipulado como ideal para a reintrodução segura na natureza, 150, foi atingido em 2017.

Em 2018, foi criada a Área e Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul, de 90 mil hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, com cerca de 30 mil hectares, situados em Juazeiro e Curaçá. No local, foi construído o centro de reprodução e reintrodução da ararinha-azul, levando em consideração o curso dos riachos Melancia e Barra Grande.

O governo brasileiro e seus parceiros internacionais trabalham para integrar a comunidade do pequeno município de Curaçá em todas as etapas do processo de reintrodução da espécie na natureza. Isso ajuda a evitar que novos episódios de caça aconteçam no futuro.

O centro de reprodução e reintrodução da ararinha-azul, em fase de conclusão no interior do Estado da Bahia.

Diário do Poder

Mostrar mais artigos relacionados
Mostrar mais por Gazeta Ribeirinha
Mostrar mais em Brasil
.