A decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a prisão do Pastor Everaldo, presidente do PSC, partido do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, aponta que Everaldo é o lider de um grupo criminoso influente no Executivo e do Legislativo do Rio de Janeiro.

Segundo a decisao do ministro, com base na delação de Edmar Santos, exsecretario de saude do Rio, e em relatórios do Coaf, foi possivel identificar que o presidente do PSC “age em sofisticada teia de relações que envolvem muitas pessoas físicas e jurídicas, dentre elas, e de forma mais direta, seus filhos Laércio de Almeida Pereira e Filipe de Almeida Pereira”.

Em delação premiada, Edmar Santos afirmou que Wilson Witzel entregou a Pastor Everaldo o valor de R$ 15 mil antes da deflagração da Operação Placebo,  em maio deste ano – a primeira que mirou o governador. De acordo com a decisão, Witzel entregou o valor “ante o temor de buscas e apreensões no Palácio Laranjeiras”.

O texto também menciona que Pastor Everaldo comanda as contratações e orçamentos fraudulentos na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran), de acordo com as investigações.

Em delação premiada, Edmar Santos confirmou a participação do Pastor Everaldo e alegou que os dois tentaram “alinhar o discurso” após o início das operações para dificultar as investigações.

Por CNN

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