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Policiais militares são agredidos com pedra e copo de cerveja durante aglomeração de estudantes em Presidente Prudente

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Um rapaz, de 23 anos, foi preso por lesão corporal, desacato e dano qualificado. Confusão foi registrada na Avenida Eme Albem Pioch, no Jardim Vale do Sol.

P oliciais militares foram agredidos com uma pedra e com um copo de cerveja na madrugada desta quinta-feira (2) na Avenida Eme Albem Pioch, no Jardim Vale do Sol, em Presidente Prudente, durante uma aglomeração de estudantes e carros no local. Um rapaz, de 23 anos, foi preso por lesão corporal, desacato e dano qualificado.

Segundo consta no Boletim de Ocorrência, policiais realizavam patrulhamento pelo local, onde havia “grande aglomeração de pessoas com som de carro em alto volume, bebendo na rua e nos bares ali existentes, com grande tumulto, uma vez que comemoravam a volta às aulas de uma universidade próxima”.

Viaturas seguiam em comboio pela avenida e, no início da madrugada, viram um rapaz que estava no canteiro central jogar um copo de bebida em um sargento, o qual estava dentro de sua viatura. Posteriormente, o mesmo homem jogou uma pedra em outra viatura, acertando a porta lateral do veículo e depois a mão direita de outro policial.

O militar desceu da viatura e correu atrás do autor, o qual se escondeu dentro de uma tabacaria. O rapaz foi detido com uso necessário de força física e algemas.

Na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o detido foi interrogado e negou que tivesse atirado a pedra contra a viatura, alegando que somente “tinha jogado o copo de cerveja em policial, após levar um tapa no rosto”, conforme consta no BO.

O delegado de plantão analisou os fatos e provas, em especial os depoimentos dos militares, os danos causados na viatura e a lesão no policial, e entendeu que estavam presentes os indícios da autoria, como o estado de flagrante, e ratificou a voz de prisão ao autor.

Diante das penas impostas aos delitos e da condição financeira do autor, foi arbitrada fiança de R$ 1 mil, a qual não foi apresentada. O rapaz permaneceu preso para ser apresentado em audiência de custódia e depois encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, caso a prisão seja mantida pela Justiça.

Questão pontual

Há um ano, o G1 noticiou a mudança de sinalização na Avenida Eme Albem Pioch, local onde ocorre a aglomeração de jovens. A partir da medida, os problemas ligados à perturbação de sossego, lesões corporais e vias de fato reduziram, conforme informou o capitão da Polícia Militar, Marcelo Moura Leite, comandante da 5ª Companhia, responsável pela imediação do Jardim Vale do Sol.

O ocorrido na madrugada desta quinta-feira (2) “foi uma questão pontual”, segundo o oficial. No entanto, em termos de não violência, foi melhor do que nos anos anteriores.

O oficial declarou que é um “evento conhecido e divulgado intensamente nas redes sociais”, que conta com a presença de estudantes da universidade localizada na avenida, bem como pessoas que não estão relacionadas à instituição de ensino. “É um momento festivo da juventude e, a partir de determinado horário, com consumo de bebida alcoólica, acontecem certas situações”, comentou o militar.

Diante disso, o policiamento preventivo e ostensivo foi realizado desde a manhã da quarta-feira (1º) até a madrugada desta quinta-feira (2).

“A aglomeração de pessoas foi grande, mas foi bom no ponto da preservação da ordem. Houve menos ligações para o Copom [Centro de Operações da Polícia Militar] e não houve acidentes de trânsito, disparos de arma de fogo, esfaqueamento, feridos com garrafas, como em outras ocasiões, mas acabaram arremessando objetos contra a viatura e foi necessária a dispersão [das pessoas] para evitar que coisas piores ocorressem”, relatou o capitão ao G1.

Sobre a agressão, o capitão acrescentou que um policial foi atingido na mão, mas foi um “pequeno ferimento superficial”. “Não houve pessoas feridas em decorrência de ação policial e nem de agressão mútua”, disse.

“A bagunça diária, brigas, o som elevado e a aglomeração reduziram após as placas [proibição de parar e estacionar na via] e a colocação dos ônibus mais adiante. Também caiu o número de ligações para o Copom [sobre a perturbação de sossego]”, relatou ao G1 o capitão da PM.

Em 2017, placas foram reinstaladas na Avenida Eme Albem Pioch (Foto: Polícia Militar/Cedida)Em 2017, placas foram reinstaladas na Avenida Eme Albem Pioch (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Em 2017, placas foram reinstaladas na Avenida Eme Albem Pioch (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Conforme o oficial, a melhoria ocorreu “em razão da modificação da sinalização do local”. Também contribuiu na ordem a coibição, pela Prefeitura de Presidente Prudente, da presença de ambulantes que vendiam bebidas alcoólicas e alimentos sem autorização. “Dificultou o consumo desordenado de bebida alcoólica”, finalizou.

Local é conhecido pela aglomeração de estudantes durante início de aulas (Foto: Valmir Custódio/G1)Local é conhecido pela aglomeração de estudantes durante início de aulas (Foto: Valmir Custódio/G1)

Local é conhecido pela aglomeração de estudantes durante início de aulas (Foto: Valmir Custódio/G1)

Universidade

Em nota ao G1, a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) pontuou que é contra qualquer tipo de iniciativa que venha a interferir na ordem pública e vai colaborar com as autoridades com imagens e o que mais for necessário em busca de coibir práticas violentas ou de perturbação da tranquilidade.

“A universidade incentiva práticas solidárias e atividades que buscam promover uma integração humanizada na volta às aulas e, principalmente, na recepção aos novos alunos”, salientou ao G1 a instituição, que tem seu campus 2 em funcionamento no Jardim Vale do Sol.

Do G1

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