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Polícias investigam destruições de 5 mil mudas, em reserva florestal de Presidente Epitácio

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U m projeto de restauração da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que é conhecido como Projeto Nascentes, em Presidente Epitácio, teve mais de 5 mil mudas de plantas destruídas no fim de semana, na reserva florestal que fica na foz do Córrego do Veado. De acordo com o presidente da Apoena (Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar), Djalma Weffort, as polícias Ambiental e Federal investigam o caso e a suspeita é de que o interesse pela divisão dos lotes no local motivaram a ação, já que ficam próximos ao Rio Paraná.

Djalma lembra que a destruição ocorreu no domingo, mas afirma que essa não é a primeira vez que atos de vandalismo ocorrem. “Os bandidos, há tempos, sabotam os serviços de recomposição que são feitos, há 20 anos na reserva, como a construção de acessos clandestinos, roubo de placas, construção de cerca de divisa e incêndios criminosos”, salienta. O presidente diz que no mesmo dia, os policiais estiveram no local, identificaram pessoas que passaram por lá, mas não chegaram aos envolvidos.

As 5 mil mudas que haviam sido plantadas há menos de um mês foram recolocadas no solo no fim do dia, porém, na segunda-feira passaram novamente por depredações. “Suspendemos o plantio e aguardamos uma providência da polícia. Lá é um local de restauração florestal e com espécies nativas da Mata Atlântica. Nossa parte nós estamos fazendo, mas precisamos de ajuda”.

Por fim, Djalma esclarece que por ser próxima ao Rio Paraná, a terra tem “grande valia” e, por isso, as pessoas visam lucrar com a divisão dos terrenos, o que pode ser um dos motivos das depredações. Bloqueios com muros de terra, inclusive, foram montados em algumas vezes para barrara entrada ilegal, ação que foi em vão, já que pessoas ainda anônimas destruíram a barreira. “Isso é um crime de invasão de propriedade, bem como ambiental”, finaliza.

A reportagem entrou em contato com as polícias Ambiental e Federal, para obter mais detalhes das investigações, mas não obteve um retorno até o fechamento desta matéria.

 

SAIBA MAIS

O imóvel, após a implantação do projeto de assentamento, foi destinado como reserva legal conjunta dos assentamentos Lagoinha, Engenho, Porto Velho e Luis de Moraes Neto, em Presidente Epitácio. A terra é administrada pela Apoena, em parceria com órgãos como o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), bem como o Ministério Público Estadual e a Procuradoria da República, em Presidente Prudente. A manifestação favorável do Incra para a implantação deste projeto foi emitida, conforme Carta de Anuência da Superintendência Regional de São Paulo, em 10 de março do ano passado.

As informações são do O Imparcial

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