O desemprego como um fenômeno permanente e de considerável magnitude tornou-se o principal problema político de todas as cidades do Brasil. No entanto, alguns municípios tem convivido com a crise econômica com muito mais eficiência que outros e o fator para bons resultados mesmo diante de uma recessão, estão ligados principalmente com as gestões administrativas de cada cidade, no que se diz respeito a busca de novos investidores e a garantia de oportunidades para as empresas em operação continuarem crescendo. 
 
O Jornal Cenário SP, realizou um levantamento junto ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), na qual foi analisado os 30 municípios que correspondem a região de Presidente Prudente, no período das últimas duas administrações municipais, ou seja, entre os anos de janeiro de 2013 e dezembro de 2019 – sendo quatro anos da primeira administração e três da última, ainda em exercício. 
 
Os quatro primeiros anos teve como fator principal o inicio da crise econômica que surgiu no segundo semestre de 2014, período em que a maioria dos municípios teve queda no número de trabalhadores com carteira assinada. Já os últimos três anos marca a retomada, porém poucos municípios conseguiram voltar a oferecer emprego e renda para sua população.
 
Entre os 30 municípios pesquisados, Presidente Epitácio registrou o segundo pior resultado com a perda de 1.524 vagas de emprego entre 2013 e 2019. A Estância Turística ficou a frente apenas de Presidente Prudente que no mesmo período perdeu 2.419 postos de trabalho, no entanto Presidente Prudente tem uma população cinco vezes maior que a de Presidente Epitácio, ou seja o impacto econômico na cidade do pôr-do-sol mais bonito do Brasil é muito maior. 
 
Outras quatro cidades também registraram um número alto no desemprego que foram: Marabá Paulista (-1.046), Teodoro Sampaio (-987), Mirante do Paranapanema (-802) e Rancharia (-657). Já na contramão do desemprego está a cidade de Regente Feijó que no período pesquisado criou 1.646 novos empregos. (Veja a lista completa no fim do texto)
 
Presidente Epitácio 
 
Segundo dados do Caged, o município de Presidente Epitácio passou perder seus postos de trabalho já em 2013, no inicio da administração do então prefeito Sidnei Caio da Siva Junqueira (PSB), popular Picucha. No ano do seu primeiro ano do seu mandato, a cidade perdeu 186 postos de trabalho, resultado muito inferior ao conquistado no ano anterior, 2012, no último ano de administração de José Antonio Furlan, que havia gerado 914 novas vagas de emprego.
 
Em 2014, ano do inicio da crise nacional, as empresas de Presidente Epitácio seguiram perdendo vagas, obtendo um saldo negativo de 162 postos de trabalho. O mesmo aconteceu em 2015, com perda de 214 vagas.
 
No seu último ano a frente do Poder Executivo, foi o ápice da crise em Presidente Epitácio, com o fechamento da unidade do frigorífico da JBS, que demitiu mais de 800 pessoas. Nem o apelo popular conteve a falta de articulação politica do município que viu seu principal empregador deixar a cidade. Naquele ano o saldo negativo foi de 889 vagas.
 
Ou seja, em quatro anos de mandato, a administração Picucha não teve nenhum resultado positivo no emprego, registrando nos quatros anos um deficit de 1.451 vagas de trabalho. 
Trabalhadores da JBS em protesto contra o fechamento da unidade em Epitácio e demissão coletiva em 2016
Já em 2017, a prefeita eleita Cássia Furlan (PRB), surge com o compromisso de levantar a cidade do caos no desemprego. No entanto, seu primeiro ano foi com resultado negativo, Presidente Epitácio voltou a registrar perda nas vagas de emprego, com total de 190 postos de trabalho a menos.
 
O primeiro resultado positivo veio em 2018, depois de cinco anos de queda, a cidade registrou saldo positivo de 91 vagas, ou seja entre contratações e demissões, as empresa de Presidente Epitácio contrataram 92 pessoas a mais do que demitiram. 
 
No ano passado, a cidade voltou a registrar mais uma leve recuperação, mais ainda sem causar impacto econômico. 2019 Presidente Epitácio teve saldo positivo de 26 vagas. 
 
Faltando apenas um ano para fim do mandato, a administração Cássia Furlan ainda não trouxe resultados concretos para a volta do crescimento da cidade em relação ao fim do desemprego, administra em cima de muitas especulações. No total Presidente Epitácio registra saldo negativo nos últimos três anos (2017, 2018, 2019) com a perda de 73 vagas.
 
Municípios que perderam vagas de emprego
 
Presidente Prudente (-2.419), Presidente Epitácio (-1.524), Marabá Paulista (-1.046), Teodoro Sampaio (-987), Mirante do Paranapanema (-802), Rancharia (-657), Sandovalina (-272), Pirapozinho (-205), Taciba (-143), Presidente Venceslau (-100), Euclides da Cunha Paulista (-67), Anhumas (-65), Caiabu (-34), Narandiba (-33), Piquerobi (-20), Ribeirão dos Índios (-15), Emilianópolis (-4) e Estrela do Norte (-4).
 
Municípios que criaram vagas de emprego
 
Regente Feijó (1.646), Presidente Bernardes (308), Santo Anastácio (253), Martinópolis (107), Tarabai (89), Indiana (82), Rosana (76), Álvares Machado (59), Caiuá (22), Alfredo Marcondes (10), Santo Expedito (5) e João Ramalho (2).
Por Cenário SP

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