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Santa casa de Venceslau descarta suposto fechamento de UTI

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Unidade de Terapia Intensiva voltou a funcionar no local no início do ano passado; entidade assume crise financeira na gestão

A té janeiro de 2017, a população venceslauense que dependia de internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da cidade enfrentava medo e preocupação, uma vez que a santa casa local não oferecia tal serviço. Na manhã de ontem, rumores nas redes sociais aliados à entrega de um panfleto informativo trouxe a insegurança de volta, ao tratar de mensagens que indicavam a possibilidade de um novo fechamento. Mas em resposta, a própria unidade hospitalar não cogita a desativação da ala para esse momento, porém, não esconde a crise financeira existente.

Aliás, a mensagem exposta no folheto e nas redes sociais foi vista pelo hospital como um ato de “cunho político” e com a intenção de prejudicar a gestão, principalmente por ser anônimo, conforme a Assessoria de Imprensa da unidade. Por ora, as internações na UTI ocorrem normalmente, o que foi elencado como uma das conquistas da atual gestão. “Não tem como desativar um ala que vem proporcionando melhorias nas condições de atendimento, nos quadros de média complexidade. Existem índices que mostram até mesmo a redução de mortalidade”, completa.

O que não ocorre com as dívidas, que só aumentam. A unidade hospitalar não mencionou o valor do déficit, mas como dito, não negou a crise que assola a entidade e transcende no atraso de pagamentos aos servidores. O efeito bola de neve piorou em 2018, uma vez que a unidade viu uma dificuldade maior em conseguir recursos e arcar com as despesas totais. O que é explicado ainda é que emendas parlamentares foram formadas em benefício à unidade, mas que só devem surtir efeito a partir de 2019. “Temos tomado as medidas cabíveis”, expõe.

Contudo, o engasgo faz com que os esforços tenham de ser maiores. Para os próximos dias, a santa casa espera conseguir algo que vem pleiteando há muito tempo e que pode significar uma nova fase: um empréstimo de R$ 4 milhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Seria algo muito importante para cessar os problemas administrativos existentes, quitar dívidas, além de representar um avanço no funcionamento do hospital”, aponta.

Histórico

A novela da crise financeira vem sendo acompanhada por esse periódico. Em uma linha do tempo é possível traçar os principais acontecimentos que culminaram no cenário atual: janeiro de 2014 – inauguração da UTI; setembro de 2014 – encerramento da ala; credenciamento com o SUS (Sistema Único de Saúde), alterando a UTI de adulto tipo I para adulto tipo II – sem data informada; reativação em janeiro de 2017.

Com o credenciamento para a UTI adulto tipo II, fato importante na história, a unidade hospitalar passou a receber cerca de R$ 33 mil mensais do Ministério da Saúde para auxiliar no custeio. Inicialmente, dos 10 leitos, seis estavam credenciados, mas quatro ainda não, devido a pendências administrativas. Tal fato, em 2014, foi um dos motivos que contribuíram para o encerramento da ala médica, em vista do valor necessário para a manutenção.

NÚMEROS

2017

ano em que a UTI foi reativada no hospital

R$ 4 milhões

empréstimo a ser liberado pelo BNDES

R$ 33 mil

repasse médio mensal do SUS para a ala

O Imparcial

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