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Sem verbas, cidades destinam UPAs para outros fins

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Nova medida do Ministério da Saúde possibilita utilização das estruturas físicas sem uso para serviços distintos dentro do SUS

C om UPAS (Unidades de Pronto-Atendimento) em fase de conclusão ou aguardando verbas, na região, as cidades de Dracena, Presidente Epitácio e Teodoro Sampaio encontram novas alternativas para os prédios.

Isso porque, neste mês, o Ministério da Saúde divulgou uma medida, presente na Portaria 3.583, que consiste na possibilidade de utilizar as estruturas físicas de UPAs paradas para qualquer outro serviço de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). Ou seja, podem optar pela implantação de UBSs (Unidades Básicas de Saúde), Caps (Centros de Atenção Psicossocial), e outros. De acordo com as prefeituras, a novidade chegou em boa hora, já que alegam que manter um atendimento 24h exige uma receita acima da realidade dos municípios.

De acordo com Ailton César Herling, prefeito de Teodoro Sampaio e presidente do Ciop (Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista), a medida “caiu como uma luva” para as cidades, que, assim como a que administra, estão com obras paradas e sem funcionamento. “O prédio está 90% concluído, em fase de acabamento. Esperamos que com a troca de governo do Estado possamos dar continuidade, porque já havíamos realizado um diálogo com o governador anterior, resta sabermos se a nova gestão continuará com o proposto”, explica.

O plano do qual o prefeito se refere é o da implantação de um AME (Ambulatório Médico de Especialidades) no local. Como expõe, a ideia é transformar a cidade na sede do quarto AME da região que, além de atender a demanda da população, fará com que exista mais comodidade quando o assunto é saúde. “Hoje quem mora em Teodoro e precisa de um ambulatório tem que viajar até Presidente Venceslau, a ideia é acabar com esse desgaste”, explica.

Enquanto isso, em Presidente Epitácio, a Prefeitura aguarda a aprovação de uma licitação para a retomada das obras na UPA. De acordo com a Assessoria de Imprensa do órgão, o recurso necessário para a conclusão da obra é de R$ 354 mil, que já estão no replanilhamento realizado pelo Executivo municipal. “No local serão instalados um Centro de Especialidades Médicas, Centro de Testagem Rápida e Atendimento Estendido de Saúde Bucal”, informa. O objetivo, segundo explica, é fazer com que as ESFs (Estratégias de Saúde da Família) operem apenas para atendimento dos moradores da Vila Martins e Vilage Lagoinha.

Há 11 meses

Com um prédio concluído, porém, sem funcionamento, a Prefeitura de Dracena tenta transformar a UPA em uma policlínica desde o início do ano. De acordo com a Assessoria de Imprensa do município, o custo mensal de uma unidade de pronto-atendimento seria de R$ 900 mil e isso “não faz parte da realidade municipal”. Com isso, a ideia é estabelecer uma parceria com a Unifadra (Faculdades de Dracena) e o curso de Medicina para a criação do novo serviço.

“Os alunos terão a oportunidade de colocar em prática o que aprendem e poderemos, ao mesmo tempo, atender melhor a demanda da população”, expõe o Executivo, e acrescenta que o bairro no qual está localizada a UPA é carente. “Nosso objetivo é unificar algumas secretarias em um só prédio, enxugando também as despesas com aluguel de prédios”, acrescenta a assessoria.

Entre os serviços que a policlínica pode oferecer é possível destacar a realização de exames, consultas e procedimentos simples. “Os equipamentos serão os que a UPA já possui”, informa o órgão. Para que isso se torne realidade, a assessoria explica que falta apenas a deliberação da CIB (Comissão Intergestores Bipartites).

O Imparcial

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