Guerra na Ucrânia
A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, alcançou um marco sombrio: cerca de 1 milhão de soldados russos e ucranianos foram mortos ou feridos, segundo estimativas publicadas pelo Wall Street Journal. Este número alarmante reflete o impacto devastador do conflito, que não apenas transformou o cenário geopolítico, mas também deixou cicatrizes profundas nas sociedades de ambos os países.
Um Conflito de Proporções Históricas
De acordo com fontes de inteligência ocidentais citadas pelo Wall Street Journal, a Rússia sofreu perdas significativas, com cerca de 200 mil soldados mortos e 400 mil feridos até setembro de 2024. No lado ucraniano, estimativas confidenciais indicam aproximadamente 80 mil mortos e 400 mil feridos. Esses números, embora imprecisos devido à relutância de ambos os lados em divulgar dados oficiais, sugerem que as baixas russas são substancialmente maiores, reflexo de táticas como o “moedor de carne”, que envia levas de soldados mal treinados para desgastar as forças ucranianas.
A BBC, em colaboração com o site independente Mediazona, identificou os nomes de 106.745 soldados russos mortos até maio de 2025, com base em obituários, relatórios oficiais e dados de cemitérios. No entanto, o número real é provavelmente mais alto, já que muitas mortes não são publicamente confirmadas, e os dados não incluem milicianos de regiões ocupadas como Donetsk e Luhansk.
O Custo Humano e Social
O impacto das perdas vai além do campo de batalha. Na Rússia, a guerra provocou uma fuga massiva de profissionais qualificados e agravou o declínio demográfico, com turbulências econômicas e agitações sociais. A estratégia de recrutamento intensivo, incluindo voluntários, ex-presidiários e cidadãos convocados, reflete a pressão para repor as forças exauridas. Cerca de 20% das mortes russas confirmadas são de voluntários, muitos com idades entre 42 e 50 anos, atraídos por salários até sete vezes superiores à média regional e benefícios como isenções fiscais.
Na Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky reportou 46 mil soldados mortos e 380 mil feridos até fevereiro de 2025, mas analistas acreditam que o número de mortes pode ser pelo menos o dobro. A resistência ucraniana, apoiada por armamentos ocidentais, conseguiu infligir danos significativos à Rússia, como o ataque de drones que destruiu 20% da frota de bombardeiros russos em junho de 2025. No entanto, a escassez de munições e a dependência de apoio externo continuam sendo desafios críticos.
Táticas e Consequências
A tática russa de enviar ondas de soldados com pouco treinamento, muitas vezes sem apoio de artilharia ou veículos, resultou em centenas de mortes diárias em batalhas como as de Chasiv Yar e Pokrovsk. Um estudo do Ministério da Defesa russo aponta que 39% das mortes resultam de lesões nos membros, agravadas pela precariedade nos primeiros socorros e atendimento médico. Do lado ucraniano, a mudança para táticas de desgaste com artilharia e mísseis de longo alcance tem sido eficaz, mas ao custo de perdas significativas de equipamentos e pessoal.
Além das perdas militares, o impacto sobre civis é devastador. A ONU relata 12.065 civis mortos e 29.178 feridos na Ucrânia, enquanto na Rússia, cerca de 407 civis morreram, principalmente durante a incursão ucraniana em Kursk. A guerra também gerou mais de 6,5 milhões de refugiados ucranianos e 4,5 milhões de deslocados internos, criando uma crise humanitária sem precedentes.
Perspectivas para o Futuro
Com a guerra entrando em seu quarto ano, o conflito mostra poucos sinais de resolução. A Rússia, sob Vladimir Putin, intensificou seus esforços, aumentando o exército para 1,5 milhão de soldados e incorporando tropas norte-coreanas, com pelo menos 30 soldados norte-coreanos mortos ou feridos em Kursk. Enquanto isso, a Ucrânia planeja novas ofensivas, mas enfrenta incertezas com a mudança de política externa dos EUA sob Donald Trump, que prometeu negociar a paz, mas sem detalhes claros.
O custo humano de 1 milhão de mortos ou feridos é um lembrete da brutalidade do conflito. Para a Rússia, as perdas maciças desafiam a sustentabilidade de sua estratégia militar, enquanto a Ucrânia luta para manter sua resistência diante de um inimigo com maior capacidade de reposição de tropas. O futuro do conflito dependerá não apenas de avanços no campo de batalha, mas também de negociações diplomáticas e do apoio internacional.
Grok/X















