15 Pontos que Explicam a Acusação da Casa Branca sobre o Brasil Ser Ameaça à Segurança Nacional dos EUA

Washington/ Brasília, 22 de setembro de 2025
A Casa Branca, sob o governo de Donald Trump, declarou formalmente o Brasil como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, política externa e economia dos Estados Unidos em julho de 2025, culminando em tarifas de 50% sobre importações brasileiras e sanções a autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Essa classificação, baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977, foi justificada em um memorando oficial assinado por Trump, que acusa o governo Lula e o Judiciário brasileiro de práticas autoritárias, censura e perseguição política, especialmente contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida entrou em vigor em 6 de agosto de 2025, com exceções para setores estratégicos como petróleo e aeronaves.Analistas apontam que a retórica vai além de disputas comerciais, servindo como ferramenta para pressionar o Brasil em questões de liberdade de expressão e alinhamentos geopolíticos. Em setembro, a porta-voz Karoline Leavitt reforçou as ameaças, mencionando o uso de “poder militar” para defender a liberdade de expressão global, em meio ao julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe. O Itamaraty repudiou as declarações como “inaceitáveis” e uma violação à soberania brasileira.A seguir, 15 pontos que resumem as principais acusações da Casa Branca, extraídos do decreto executivo, comunicados oficiais e declarações públicas. Esses argumentos formam a base da “emergência nacional” declarada pelos EUA:
  1. Censura arbitrária a empresas americanas de tecnologia: O governo brasileiro coagiu plataformas como X (ex-Twitter) e Meta a censurar conteúdo político, sob pena de multas e exclusão do mercado, violando a liberdade de expressão protegida nos EUA.

 

  1. Bloqueio da plataforma X no Brasil: Em agosto de 2024, o STF suspendeu a X por descumprimento de ordens judiciais, o que os EUA veem como retaliação contra Elon Musk, aliado de Trump, e uma ameaça à inovação tecnológica americana.

 

 

  1. Congelamento de ativos da Starlink: A SpaceX, de Musk, teve bens congelados por não cumprir exigências judiciais, configurando, segundo a Casa Branca, uma “confiscação ilegal” que prejudica investimentos dos EUA.

 

  1. Perseguição política a Jair Bolsonaro: O julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe é descrito como “execução política” para silenciá-lo, ameaçando a estabilidade regional e os laços bilaterais.

 

  1. Violações de direitos humanos contra apoiadores de Bolsonaro: Milhares de bolsonaristas teriam sido intimidados, presos ou processados de forma seletiva, minando o Estado de Direito e inspirando autoritarismo em outros países.

 

  1. Restrições a vistos de autoridades brasileiras: Sanções a Moraes e aliados no STF, incluindo revogações de vistos em julho de 2025, visam punir quem “censura expressão protegida”, estendendo-se a familiares.

 

  1. Ameaças à liberdade de expressão de cidadãos americanos: O caso do blogueiro Paulo Figueiredo, residente nos EUA e processado no Brasil por postagens em solo americano, é citado como extrapolação da jurisdição brasileira.

 

  1. Insegurança jurídica para investimentos dos EUA: Decisões judiciais imprevisíveis, como ordens secretas de remoção de conteúdo, criam riscos para empresas americanas operando no Brasil.

 

  1. Alinhamento geopolítico hostil via BRICS: A participação do Brasil no BRICS, com China e Rússia, é vista como antiamericana, especialmente após declarações de Lula contra o “imperialismo” dos EUA.

 

  1. Cooperação com a China em controle de redes sociais: Lula teria pedido a Xi Jinping ajuda para regular plataformas digitais, o que os EUA interpretam como importação de modelos autoritários chineses.

 

  1. Desequilíbrios comerciais não recíprocos: Tarifas brasileiras sobre etanol e outros produtos americanos são “injustas”, apesar do superávit comercial dos EUA com o Brasil, justificando retaliações.

 

  1. Ameaças à democracia global: As ações brasileiras contra “fake news” e extremismo são acusadas de exportar censura, inspirando regimes autoritários e enfraquecendo aliados democráticos dos EUA.

 

  1. Interferência em eleições livres: Acusações de que o TSE e STF manipularam o processo eleitoral de 2022 para favorecer Lula, ecoando narrativas de fraude semelhantes às de Trump em 2020.

 

  1. Uso de sanções como “paz pela força”: Trump justifica as tarifas como defesa de valores americanos, alinhando-se à sua “Diretiva América Primeiro” de maio de 2025, que prioriza soberania contra ameaças estrangeiras.

 

  1. Risco de escalada militar: Em setembro de 2025, a Casa Branca alertou que Trump “não teme usar meios militares” para proteger a liberdade de expressão, elevando o tom em resposta ao julgamento de Bolsonaro.

Esses pontos, embora contestados pelo governo brasileiro como interferência indevida, ilustram a visão trumpista de que o Brasil, sob Lula, representa um risco sistêmico.

Especialistas como Oliver Stuenkel, da FGV, alertam que a crise pode isolar os EUA no Sul Global, enquanto o Brasil busca reciprocidade via OMC e aliados no BRICS. Saiba mais: o decreto completo está disponível no site da Casa Branca, e o STF continua o julgamento de Bolsonaro, com possível recurso ao plenário em outubro. Para atualizações, acompanhe fontes oficiais e evite desinformação.
Grok/X

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