Bahia Registra o Pior Índice de Alfabetização do País em 2024, Sob Gestão do PT desde 2007

Salvador, 14 de julho de 2025 – A Bahia, governada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2007, foi apontada pelo Ministério da Educação (MEC) como o estado com o pior índice de alfabetização infantil do Brasil em 2024. Segundo o Indicador Criança Alfabetizada, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 11 de julho, apenas 36% das crianças do 2º ano do ensino fundamental na rede pública baiana sabem ler e escrever textos simples, bem abaixo da média nacional de 59,2% e da meta federal de 60% para 2024.

Contexto dos DadosO Indicador Criança Alfabetizada, criado em 2023 pelo MEC, avalia anualmente o desempenho de alunos do 2º ano do ensino fundamental, com base em provas estaduais alinhadas ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em 2024, a Bahia apresentou uma piora em relação a 2023, quando 37% das crianças estavam alfabetizadas. A avaliação envolveu 2 milhões de estudantes em 42 mil escolas de 5.450 municípios, mas a Bahia ficou entre os oito estados com menos de 50% de crianças alfabetizadas, ao lado de Sergipe (38,4%), Rio Grande do Norte (39,3%), e Rio Grande do Sul (44,7%), este último impactado pelas chuvas de 2024.

O município baiano de Macururé registrou o pior desempenho do estado, com apenas 12,5% de crianças alfabetizadas, enquanto Salvador alcançou 36,75%, ainda abaixo da meta estadual de 45,52%. Apenas cinco municípios baianos (Condeúba, Dom Macedo Costa, Licínio de Almeida, Malhada de Pedras e Pindaí) superaram 70%.

Fatores e CríticasO baixo desempenho da Bahia é atribuído a fatores históricos e estruturais, como desigualdades regionais e raciais, além de falhas na gestão educacional. O estado tem o maior número de analfabetos do país (1,4 milhão de pessoas com 15 anos ou mais, segundo o Censo 2022 do IBGE), com uma taxa de analfabetismo de 14,2% no Nordeste, o dobro da média nacional (7%). A população negra, majoritária na Bahia, enfrenta taxas de analfabetismo mais altas (10,1% para pretos e 8,8% para pardos, contra 4,3% para brancos), refletindo barreiras históricas ao acesso à educação.

Críticos, como o deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), apontam que o problema é “crônico” e atravessa quase duas décadas de gestões petistas, sob Jaques Wagner (2007-2014), Rui Costa (2015-2022) e Jerônimo Rodrigues (2023-atual). O governador Jerônimo Rodrigues isentou o governo estadual, destacando que a alfabetização é responsabilidade municipal, mas anunciou a ampliação do programa Educar para Transformar, com foco em formação de professores e infraestrutura. O MEC, por sua vez, destinou R$ 66 milhões para formar 64.512 professores na Bahia e R$ 17,2 milhões para materiais e “Cantinhos da Leitura” em escolas.

Contexto Político e EconômicoO baixo índice de alfabetização ocorre em meio a outras críticas à gestão petista na Bahia, como o maior índice de desemprego do país (13,3% no 3º trimestre de 2023) e alta violência. Esses desafios se somam à crise comercial desencadeada pelas tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil, que já causaram cancelamentos de pedidos em setores como pescados, café e aço. Empresários, temendo perdas econômicas, pressionam o STF por gestos como a devolução da elegibilidade de Jair Bolsonaro e anistia a opositores, na esperança de apaziguar os EUA, mas enfrentam resistência do governo Lula e do Judiciário.

A crise comercial eleva o dólar (R$ 5,62) e pressiona a inflação (4,9%), dificultando cortes na Selic, que no governo Lula tem média de 12,25-12,5% no atual mandato, a segunda maior do século XXI, após 18,7% em 2003-2006. A baixa alfabetização pode agravar desigualdades de longo prazo, limitando a formação de capital humano e o crescimento econômico do estado.

Declaração de Mauro Cid e RelevânciaEmbora não diretamente ligada à alfabetização, a recente declaração do tenente-coronel Mauro Cid ao STF, afirmando que Filipe Martins não viajou com Bolsonaro aos EUA em 2022, intensifica o debate político na Bahia e no Brasil. A defesa de Martins usa o depoimento para questionar a legitimidade de sua prisão, reforçando a narrativa de setores da oposição de “perseguição judicial” pelo STF, que também é alvo de pressões de Trump e empresários. Essa polarização pode desviar o foco de políticas educacionais, dificultando avanços na alfabetização.Perspectivas e AçõesO ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a Bahia e outros estados com baixos índices recebem acompanhamento prioritário, com equipes técnicas atuando em municípios críticos. A meta nacional é alcançar 64% de crianças alfabetizadas em 2025 e 80% até 2030. Especialistas, como Roberto Gondim, do Conselho Estadual de Educação da Bahia, defendem maior colaboração entre estado e municípios para unificar o sistema educacional, similar ao SUS. A professora Giovana Zen (UFBA) alerta para a necessidade de evitar políticas “aligeiradas” que priorizem resultados rápidos em detrimento de uma alfabetização de qualidade.

ConclusãoA Bahia, sob gestão do PT desde 2007, enfrenta um cenário crítico na educação, com o pior índice de alfabetização infantil do país (36%) em 2024, agravado por desigualdades históricas e falhas estruturais. A crise comercial com os EUA e a polarização política, intensificada por casos como o de Filipe Martins, complicam a busca por soluções. Investimentos do MEC e iniciativas estaduais são passos iniciais, mas especialistas cobram maior coordenação e políticas de longo prazo para reverter o quadro.

 

Com informações de Jojô Notícias, Bahia Notícias, Correio 24 Horas, MEC e Veja.

Grok/X

Mostrar mais artigos relacionados
Mostrar mais em Política
.