Bolsa cai e dólar sobe com incertezas sobre atritos entre Brasil e EUA

A terça-feira (19) começou com instabilidade nos mercados financeiros brasileiros. O Ibovespa abriu em forte queda, corrigindo o avanço da véspera, enquanto o dólar retomou força e os juros futuros subiram. Às 11h15, o dólar era negociado a R$ 5,47, e o Ibovespa operava a 135.038 pontos.

O dólar comercial avançava 0,68%, sendo vendido a R$ 5,472, às 11h10. Após uma sequência de quedas na semana passada, a moeda norte-americana abriu a semana em alta e vem mantendo o avanço desde a abertura das negociações. O dólar turismo também subiu 0,55%, cotado a R$ 5,671. Enquanto isso, o euro comercial teve alta de 0,99%, vendido a R$ 6,405.

No mercado acionário, o Ibovespa abriu em queda de 1,58%, aos 135.173 pontos, com a maioria dos papéis registrando perdas, após fechar o pregão anterior com avanço de 0,72%, aos 137.321 pontos.

As atenções do mercado permanecem voltadas à guerra na Ucrânia. Ontem, após reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter iniciado preparativos para uma reunião com Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin. Apesar de avanços, Trump destacou que um cessar-fogo imediato ainda não está ao alcance e estimou mais clareza sobre uma possível solução “em uma ou duas semanas”.

A guerra impacta o mercado global. As Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira: em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,21%; o Xangai Composto, na China continental, recuou 0,02%; o Kospi, na Coreia do Sul, perdeu 0,81%; e o Nikkei 225, no Japão, registrou queda de 0,38%.

Além da guerra, investidores acompanham a política monetária dos Estados Unidos e as consequências do tarifaço comercial norte-americano. O simpósio do Fed, em Jackson Hole, é o evento mais aguardado da semana, podendo indicar cortes de juros a partir de setembro.

No cenário doméstico, o governo brasileiro apresentou sua defesa formal contra a investigação dos EUA sobre tarifas extras de 40%, sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. Entre os pontos, a equipe brasileira defendeu o Pix, contestando acusações de que a ferramenta configuraria barreira à concorrência internacional.

Gazeta Brasil

Mostrar mais artigos relacionados
Mostrar mais em Economia
.