Brasil despenca para 87º lugar em ranking do FMI e se aproxima da metade mais pobre do mundo

 O Brasil caiu da 48ª para a 87ª posição no ranking global de PIB per capita ajustado por paridade de poder de compra (PPC), segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Esse indicador mede a riqueza gerada por um país dividida por sua população, considerando o custo de vida local. A queda reflete um crescimento econômico inferior ao de países pares, atribuído por analistas a escolhas econômicas equivocadas e gastos públicos descontrolados.De acordo com dados do FMI de abril de 2025, o PIB nominal do Brasil é de US$ 2,331 trilhões, mantendo o país como a 10ª maior economia do mundo em termos nominais, mas a 7ª em PPC.
No entanto, o PIB per capita, que era de US$ 11,178 em 2024, coloca o Brasil na 87ª posição global, aproximando-o da metade mais pobre do planeta.
Essa deterioração é resultado de uma combinação de fatores, como baixo crescimento econômico (projetado em 2,1% para 2025), alta inflação, desvalorização do real e aumento da dívida pública.

A crise dos Correios, com dívidas de R$ 2,75 bilhões e suspensão de pagamentos, reflete os desafios fiscais mais amplos do país, agravados por custos fixos elevados e queda de receita. Além disso, a taxa de investimento do Brasil, projetada em 15,4% do PIB até 2029, está entre as mais baixas globalmente, posicionando o país entre os 20 piores no ranking do FMI, bem abaixo da média de economias emergentes (32,4%).

Embora as postagens no X expressem alarme, com frases como “um país pobre ficando mais pobre”, é importante contextualizar que o ranking de PIB per capita não reflete diretamente a qualidade de vida ou desigualdade interna, mas sim a produtividade média por habitante. O Brasil enfrenta desafios estruturais, como dependência de exportações de baixo valor agregado e falta de reformas fiscais e estruturais, que limitam o crescimento.

Para uma análise completa, é necessário acompanhar os relatórios oficiais do FMI e dados do Banco Mundial, pois projeções podem variar com base em flutuações cambiais e políticas econômicas.

A situação sugere a urgência de medidas para conter gastos, atrair investimentos e impulsionar a produtividade, mas as informações disponíveis não permitem concluir que o Brasil já está na “metade mais pobre do mundo”, embora esteja mais próximo desse grupo do que nas décadas anteriores.
Grok/X

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