Casa Branca Ameaça Usar “Poderio Militar” para Garantir Liberdade de Expressão no Mundo, Após Citação ao Brasil

 
  A Casa Branca anunciou recentemente que o governo de Donald Trump está disposto a usar o “poderio econômico e militar” dos Estados Unidos para defender a liberdade de expressão globalmente, com uma menção implícita e explícita ao Brasil em meio à escalada da crise diplomática.
Isso ocorreu em um contexto de resposta a perguntas sobre o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que Trump vê como uma “perseguição política” e violação de direitos humanos, incluindo censura a plataformas americanas como X (antigo Twitter).
A declaração foi feita pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa em Washington no dia 9 de setembro de 2025, reforçando as sanções já impostas e sinalizando uma possível intervenção mais agressiva.
Abaixo, explico o contexto, os detalhes da declaração e as implicações, baseado em fontes oficiais e reportagens atualizadas.
Contexto da DeclaraçãoA tensão entre os governos Trump e Lula da Silva remonta a julho de 2025, quando Trump impôs tarifas de 50% sobre exportações brasileiras e sanções Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por suposta censura de conteúdo político em redes sociais americanas.
Trump acusa o Brasil de “ameaças à segurança nacional dos EUA” via censura, perseguição a Bolsonaro (seu aliado) e violações de direitos humanos, invocando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para declarar uma “emergência nacional”.
  • Gatilho imediato: O julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022 (iniciado em 2 de setembro de 2025) e decisões de Moraes ordenando remoção de conteúdos “golpistas” em plataformas dos EUA. Trump e aliados como Eduardo Bolsonaro (residente nos EUA) pressionam por arquivamento do processo, sob pena de mais punições.

 

  • Resposta brasileira: Lula classificou as ações como “chantagem imperialista” e “ameaça à soberania”, ativando a Lei de Reciprocidade Econômica. O governo avalia que a relação bilateral entra em “fase crítica”, com risco de novas sanções se houver condenação de Bolsonaro. O BRICS (incluindo Brasil) discute respostas coletivas, como desdolarização, em cúpula emergencial.

Essa declaração da Casa Branca eleva o tom para além de sanções econômicas, evocando o conceito de “peace through strength” (paz pela força), uma doutrina de Trump que justifica o uso militar para proteger interesses americanos, incluindo a “liberdade de expressão” como valor nacional.

Detalhes da Declaração da Casa BrancaEm coletiva de imprensa na manhã de 9 de setembro de 2025, a porta-voz Karoline Leavitt respondeu a questionamentos sobre o Brasil e o julgamento de Bolsonaro. Ela afirmou que a administração Trump prioriza a liberdade de expressão e que o presidente “não hesita em usar o poder econômico e militar dos EUA para defendê-la no mundo”, citando explicitamente ações contra censura em países como o Brasil.
Leavitt não detalhou medidas específicas contra o Brasil, mas reiterou que “não vamos antecipar ações”, sugerindo preparativos para intervenções graduais.
  • Citação chave (traduzida e adaptada): “O presidente Trump não tem medo de usar o poderio econômico e militar para proteger a liberdade de expressão, um pilar da democracia americana, em qualquer lugar do mundo onde ela seja ameaçada. Isso inclui situações como as que vemos no Brasil, onde aliados nossos enfrentam perseguição por expressar visões políticas.” (Baseado em transcrições da coletiva reportadas por veículos como Estadão e CNN.)
  • Conexão com o Brasil: A menção veio após perguntas sobre sanções adicionais ao STF e bancos brasileiros (como o Banco do Brasil). Leavitt ligou isso à revogação de vistos para ministros do STF e tarifas existentes, enfatizando que Trump vê a censura brasileira como “ataque direto aos direitos de americanos”.

Aqui vai uma tabela resumindo as declarações e ações relacionadas da Casa Branca em 2025:

Data
Declaração/Ação
Detalhes
Foco em Liberdade de Expressão/Militar
30/07/2025
Ordem Executiva (IEEPA)
Tarifas de 50% sobre bens brasileiros; sanções a Moraes por “censura a expressão protegida nos EUA”.
Enfatiza “ameaça à free speech de americanos” via coerção a empresas dos EUA; menciona “peace through strength” para defender valores democráticos.
18/07/2025
Revogação de vistos
Cassação para 8 ministros do STF e familiares por “violações de direitos humanos e censura”.
Diretamente ligada a políticas de restrição de expressão política.
04/03/2025
Discurso sobre “Peace Through Strength”
Trump reafirma uso militar para “dominar ameaças” e restaurar “segurança global”.
Gera contexto para intervenções armadas em defesa de interesses, incluindo speech rights.
09/09/2025
Coletiva de Karoline Leavitt
“Trump usará poderio militar para garantir liberdade de expressão no mundo, incluindo Brasil”.
Explícita menção ao Brasil; ameaça de não hesitar em ações militares se censura persistir.

 

 

Essas ações se alinham com precedentes de Trump, como o uso de força militar contra cartéis de drogas (redefinidos como “combatentes de guerra” em setembro de 2025) e ameaças de intervenção em protestos domésticos.Implicações e Reações

  • Econômicas e Militares: A ameaça de “poderio militar” pode incluir desde apoio logístico a aliados (como bases no Brasil para “proteger eleições livres”) até ações mais diretas, como sanções secundárias a quem coopere com o STF ou bloqueio naval a importações. Analistas veem risco de escalada para uma “guerra fria hemisférica”, com perdas bilionárias para o Brasil (já estimadas em US$ 20-30 bilhões pelas tarifas). O Exército Brasileiro, por sua vez, ordenou “tolerância zero” a manifestações perto de quartéis durante o julgamento de Bolsonaro, o que bolsonaristas interpretam como alinhamento ao “regime”.
  • Geopolíticas: No X, reações dividem: bolsonaristas celebram como “defesa da democracia” (ex.: posts de
    @CavendishPaulo

    e

    @MorangoComenta

    ), enquanto críticos como

    @lumoherdaui

    e

    @Sulains

    chamam de “imperialismo trumpista” e “ameaça à soberania”. Lula e o STF veem como “chantagem”, mas evitam retaliações diretas para proteger a economia. O BRICS pode responder com boicotes, e cortes americanas já barraram sanções semelhantes no passado.

 

 

  • Projeções: Se Bolsonaro for condenado (decisão esperada em outubro), novas sanções são “quase certas”, possivelmente incluindo restrições militares. Especialistas como Luciana Moherdaui (Metrópoles) alertam para um “apagão diplomático”, mas Trump usa isso para mobilizar sua base conservadora, exportando sua “guerra contra a censura”.

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