Castro viaja a EUA para agenda em segurança; governo busca apoio para classificar facções do Rio como narcoterroristas

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, viajou para Nova York em maio de 2025 com uma agenda focada em segurança pública, buscando apoio dos Estados Unidos para classificar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas.
A iniciativa, liderada pelo secretário de Segurança Pública, Victor Santos, envolve a entrega de um relatório detalhando as conexões dessas facções com redes internacionais de crime, como máfias italianas e grupos classificados como terroristas.
O objetivo é obter reconhecimento formal dos EUA, o que facilitaria a cooperação técnica, especialmente no rastreamento financeiro e no combate à lavagem de dinheiro, utilizando sistemas como o Swift.

A viagem também visa atrair investimentos econômicos e fortalecer parcerias contra o tráfico de drogas e armas. Castro se reuniu com representantes da DEA (Agência Antidrogas dos EUA) e da ONU, destacando a preocupação mútua com as rotas de cocaína controladas pelo CV e a entrada de armas americanas no Rio. No entanto, o governo brasileiro, sob Lula, rejeitou anteriormente pedidos dos EUA para designar o PCC e o CV como terroristas, argumentando que essas facções não atendem ao conceito legal de terrorismo no Brasil, que exige motivações de cunho religioso ou racial, e não apenas lucro com tráfico.

A ação de Castro é vista como um movimento político para se distanciar do governo federal, com quem mantém tensões, e reforçar sua imagem de combate ao crime. Críticas, porém, apontam que a proposta pode ignorar o papel das milícias, formadas por ex-policiais e policiais, que também controlam territórios no Rio e se aliam a facções em alguns casos. Até maio de 2025, as negociações com os EUA estavam em andamento, mas sem resultados concretos. A iniciativa reflete o desafio complexo do Rio com o crime organizado, onde CV e PCC disputam territórios e rotas de tráfico, enquanto milícias ampliam sua influência, exigindo soluções que vão além de classificações internacionais.
GROK/X

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