A possibilidade de os Estados Unidos barrarem a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos EUA, México e Canadá, tem sido discutida como uma potencial sanção em meio à escalada de tensões diplomáticas entre Brasil e EUA. Segundo fontes, o cancelamento de vistos de toda a delegação brasileira foi considerado no início da crise e voltou a ser debatido entre congressistas americanos, incluindo senadores próximos à Casa Branca. No entanto, há ressalvas de que tal medida poderia favorecer politicamente o governo brasileiro, acusado por Trump de ser um “regime autoritário”. A Fifa, que mantém boas relações com Trump, teria um papel decisivo, já que mesmo países-sede com regimes autoritários historicamente não barram seleções de nações adversárias.
A crise diplomática, iniciada em abril de 2025, foi intensificada por ações como a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, investigações comerciais contra o Pix e a revogação de vistos de figuras como o ministro Alexandre de Moraes, em resposta a decisões judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Brasil, por sua vez, respondeu com tarifas recíprocas e críticas à interferência americana, com o presidente Lula classificando as ações como “chantagem inaceitável”. Apesar das tensões, a Proclamação 10949, editada em junho de 2025, prevê exceções para atletas e equipes em grandes eventos esportivos, como a Copa, o que poderia garantir a participação brasileira.
A CBF já negocia sediar a Seleção na Flórida, indicando que, por enquanto, a participação na Copa não está formalmente comprometida. Contudo, a continuidade das tensões pode gerar incertezas adicionais.
Grok/X















