Crise Política na França: Patriotas Invadem as Ruas de Paris Agitando Bandeiras e Exigindo a Renúncia de Macron

Paris, França – 9 de setembro de 2025 
Milhares de patriotas franceses tomaram as ruas da capital nesta segunda-feira (8), agitando bandeiras tricolores e bandeiras do partido “Patriotas”, em uma manifestação massiva que exigiu a imediata renúncia do presidente Emmanuel Macron, descrito pelos manifestantes como um “progressista traidor da nação”. A marcha, organizada pelo partido de extrema-direita liderado por Florian Philippot, ocorreu no dia seguinte à queda do governo minoritário do primeiro-ministro François Bayrou, derrubado por uma moção de censura na Assembleia Nacional por 364 votos a 194.
Com slogans como “Macron, fora! França para os franceses!” e “Não à UE e à OTAN!”, os protestos refletem uma França em ebulição política, onde a popularidade de Macron despencou para 17%, e 80% dos cidadãos declaram não confiar no presidente, segundo pesquisas recentes. Pelo menos 50 prisões foram registradas em confrontos isolados com a polícia, mas a manifestação permaneceu majoritariamente pacífica, com faixas contra a imigração, a guerra na Ucrânia e a “militarização europeia”.A Marcha dos Patriotas: Da Queda de Bayrou à Revolta PopularA manifestação começou por volta das 14h na Place de la République, reunindo estimados 10 mil participantes – segundo organizadores – ou 5 mil, de acordo com a polícia. Os manifestantes, muitos vestindo coletes amarelos remanescentes do movimento de 2018, ergueram bandeiras francesas e cartazes com frases como “Macron renuncia!”, “Vamos parar Macron e sua guerra!” e “Não à Europa de Ursula!”. Florian Philippot, líder dos Patriotas e ex-membro do partido de Marine Le Pen, discursou no palanque: “Os franceses estão fartos da política de arrocho, da imigração descontrolada e do apoio cego à guerra na Ucrânia.
Macron deve sair para que a França volte a ser soberana”. Philippot confirmou o apoio do movimento à moção de destituição presidencial, a ser depositada na Assembleia Nacional em 9 de setembro e votada em 23 de setembro.Os protestos se espalharam para outras cidades, como Lyon, Marselha e Bordeaux, onde bandeiras tricolores foram vistas bloqueando ruas e entoando “A Marselhesa”, o hino nacional. Vídeos virais no X (antigo Twitter) mostram multidões gritando “Macron, go away!” e “France belongs to the French, out with Macron!”, com faixas pedindo a saída da França da União Europeia (UE) e da OTAN.
Um post de

@HoodedClaw1974

, com mais de 700 curtidas, destacou: “French flags fly as citizens have had enough of migration and march, demanding Emmanuel Macron’s resignation. Europe is finally awake”, acompanhado de um vídeo de bandeiras tremulando em Paris. Outro, de

@DrageLiten

, viralizou com cenas de patriotas exigindo “revolução” e “remigração”, ecoando demandas nacionalistas semelhantes em outros países europeus.A mobilização ganhou força após a renúncia iminente de Bayrou, que deve apresentá-la formalmente a Macron nesta terça-feira (9). Bayrou, nomeado em julho após eleições legislativas inconclusivas, não conseguiu aprovar seu orçamento, levando à moção de censura conjunta de esquerda e direita.

A esquerda radical, como a França Insubmissa (LFI), também clama pela saída de Macron, com a deputada Mathilde Panot declarando: “No dia 8, derrubamos Bayrou. No dia 9, depositamos a moção de destituição. No dia 10, bloqueamos tudo para dizer que Macron deve partir”. Manifestações adicionais estão marcadas para 10 de setembro, unindo patriotas de direita e insubmissos de esquerda em uma frente anti-Macron.Contexto: Uma França em Crise, com Imigração e Guerra como EstopimA instabilidade política francesa remonta às eleições legislativas de junho de 2024, onde o partido de Macron, Renaissance, perdeu a maioria absoluta, forçando coalizões frágeis. Bayrou, centrista, assumiu em um governo minoritário, mas enfrentou oposição imediata por políticas de austeridade, endurecimento migratório e apoio à Ucrânia, que consumiu bilhões em ajuda militar.
Pesquisas do Le Figaro revelam que 80% dos franceses não confiam em Macron, culpando-o por inflação, dívida pública recorde (112% do PIB) e falhas em serviços públicos como hospitais e transportes. Críticos de direita, como o Reagrupamento Nacional (RN) de Jordan Bardella, exigem eleições legislativas antecipadas ou renúncia presidencial, argumentando que “não há saída do impasse sem dar a palavra ao povo”.
Os patriotas, em particular, focam na imigração: bandeiras e faixas denunciam “invasão migratória” e pedem “remigração”, inspirados em protestos semelhantes na Alemanha e Reino Unido. Philippot, que fundou os Patriotas em 2021 após romper com o RN, ganhou tração com discursos anti-UE e anti-OTAN, ecoando demandas de “Frexit” semelhantes às de 2022. A guerra na Ucrânia agrava o descontentamento: manifestantes gritam “Não à guerra de Macron!”, criticando o envio de armas e a “militarização” proposta por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Um post de

@Planetes360

ironizou: “Macron disse ‘Qu’ils viennent me chercher!’ (Venham me buscar!).

Agora, o povo chega com sua raiva”.A polícia, com 5 mil agentes mobilizados em Paris, usou gás lacrimogêneo em confrontos isolados, resultando em 50 detenções por vandalismo e bloqueios. A Liga dos Direitos do Homem (LDH) alertou para “táticas de fragmentação” das forças de segurança, mas elogiou a paciência geral dos manifestantes. Macron, em silêncio oficial, reuniu ministros no Palácio do Eliseu, mas analistas preveem que ele nomeará um novo premiê, possivelmente Michel Barnier, para evitar colapso total.
Reações e o Que Vem a Seguir: Debandada Política ou Revolução?O governo minimizou os protestos como “extremistas”, mas a oposição unida – de Bardella a Jean-Luc Mélenchon, da LFI – pressiona por destituição. Mélenchon tuitou: “A instabilidade vem da obstinação de Macron em impor uma política minoritária. Ele deve partir para a estabilidade”. Internacionalmente, a Alemanha e a Itália monitoram, temendo contágio nacionalista, enquanto a UE alerta para “riscos à coesão europeia”. Posts no X, como o de

@David_vanH

com mais de 1.700 curtidas, celebram: “+50.000 assinaturas em 3 dias! Os franceses querem a destituição do tirano Macron”.Com a moção de censura ao governo Bayrou aprovada e a destituição presidencial em tramitação, a França caminha para eleições antecipadas ou crise constitucional.

Analistas da BBC alertam para um “terremoto político” que poderia derrubar Macron antes de 2027, ecoando as “coletes amarelos” de 2018.
Enquanto bandeiras tricolores tremulam nas ruas, os patriotas declaram: “A revolução patriótica começou”. Atualizações serão fornecidas conforme a situação evoluir.

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