Deputado Nikolas Ferreira convoca manifestação para o dia 07 de setembro

Brasília, 01 de setembro de 2025
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado do Brasil nas eleições de 2022, anunciou nesta segunda-feira (1º de setembro) a convocação para uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, no feriado de 7 de setembro, Dia da Independência. Em postagem nas redes sociais, Ferreira chamou o evento de “07 de Setembro” e afirmou: “Esta definido: 07 de Setembro na Paulista – e somente essa data. Ninguém é maior que o povo. Estarei lá”, acompanhado de uma imagem patriótica. A mobilização surge em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), que inicia amanhã (2), e é vista como um ato de pressão contra o que apoiadores chamam de “perseguição política” ao bolsonarismo, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes.
O anúncio rapidamente viralizou, com milhares de curtidas e compartilhamentos, e apoio explícito de figuras como o pastor Silas Malafaia e o próprio Bolsonaro, que sinalizou presença.
A manifestação, descrita por Ferreira como “o maior 7 de Setembro da história”, foca em pautas como liberdade de expressão, anistia aos presos do 8 de Janeiro de 2023 e críticas ao STF e ao governo Lula. Em lives e entrevistas recentes, o deputado enfatizou que o ato será “pelo Clezão, pelas famílias destruídas e que contam com a nossa voz”, referindo-se a Cláudio de Matos, conhecido como “Clezão”, um dos condenados pelos atos golpistas.
A escolha pela Paulista, ponto tradicional de protestos conservadores, visa concentrar forças e evitar dispersão, como ocorreu em eventos anteriores. Fontes próximas à organização estimam que o público possa superar os 500 mil participantes, com caravanas vindas de todo o país, incluindo Minas Gerais, onde Ferreira tem forte base eleitoral.
Contexto político e ligação com o julgamento de BolsonaroO timing da convocação não é coincidência: o julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do STF, relatado por Moraes, pode resultar em penas de até 43 anos por crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. A PGR acusa o ex-presidente de ser o “principal articulador” da trama para anular as eleições de 2022.
Com sanções americanas já em vigor – incluindo tarifas de 50% sobre exportações brasileiras impostas por Donald Trump em defesa de Bolsonaro –, o ato de 7 de setembro é interpretado como uma resposta doméstica à “interferência estrangeira” e à “censura” no Brasil. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e radicado nos EUA, tem usado o evento para intensificar lobby em Washington por mais punições contra Moraes.Ferreira, que já convocou atos semelhantes em 2024 contra decisões judiciais, posiciona-se como voz da direita raiz. Em agosto do ano passado, ele postou: “Será o maior 7 de Setembro da história”, e agora reforça o convite a senadores como os 36 que votaram contra Moraes em plenário.
O deputado também criticou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por “omissão”, e convidou até o bilionário Elon Musk, que em 2024 se recusou a cumprir ordens judiciais brasileiras e expressou apoio a manifestações anti-STF.
Musk comentou em post de Ferreira: “Estarei lá em espírito”, o que gerou repercussão internacional.Reações e controvérsiasApostadores do governo e petistas classificam o ato como “golpista” e “ameaça à democracia”. O ministro Flávio Dino, da Justiça, alertou para “vigilância” contra “atos antidemocráticos”, enquanto a esquerda ironiza o tamanho das mobilizações anteriores de Ferreira, como em uma postagem de março de 2025 onde ele zombou de uma manifestação petista: “A esquerda conseguiu fazer uma manifestação tão grande que dá pra contar quantas pessoas foram na foto kkkkk”. Nas redes, a hashtag #7DeSetembroVaiSerGigante já acumula milhões de visualizações, com vídeos de convocação viralizando.Do lado bolsonarista, há entusiasmo: perfis como

@PaladinRood

postaram

“AGORA Nikolas Ferreira convoca nova manifestação para o dia 7 de Setembro. Você vai???”, e vídeos mostram caravanas se organizando. No entanto, a ordem recente do Exército proibindo aglomerações perto de quartéis – emitida a poucas horas do julgamento de Bolsonaro – pode complicar a logística, especialmente se houver tentativas de aproximação de unidades militares em São Paulo. A Polícia Militar de SP planeja um esquema reforçado, com drones e barreiras, para evitar repetições do 8 de Janeiro.Especialistas em ciência política, como Monica de Bolle, veem o evento como “barômetro da força da oposição”: “Ferreira transforma o feriado em palanque, mas o risco de radicalização é alto em meio à tensão diplomática com os EUA”. O Planalto, por sua vez, prepara um desfile oficial em Brasília com tema “Brasil Soberano”, contrastando com o ato na Paulista.O que esperar e recomendaçõesA organização prevê discursos de líderes como Malafaia, Carla Zambelli e Gustavo Gayer, com foco em “Fora Moraes” e “Anistia Já”. Ferreira, em vídeo de convocação, alertou: “Não há nenhum outro assunto mais importante que nossa liberdade”.
Autoridades recomendam que participantes evitem bandeiras ou cartazes que possam ser interpretados como incitação, e reportem qualquer irregularidade.
Enquanto o julgamento de Bolsonaro avança, a manifestação de 7 de setembro pode redefinir o tabuleiro político. Atualizações serão acompanhadas em tempo real via redes oficiais e portais como o do STF. Fique atento e priorize a paz nas ruas.

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