O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) anunciou em 20 de julho de 2025, por meio de suas redes sociais, que está sendo pressionado por caminhoneiros para liderar uma possível paralisação da categoria. Ele afirmou que não tomará nenhuma decisão sozinho e que consultaria a classe após uma reunião com líderes da oposição ao governo federal, marcada para 21 de julho em Brasília. “Se todos entenderem que é o momento de uma paralisação, eu estarei na pista junto com eles”, declarou.
A motivação para a possível greve está ligada à insatisfação de parte dos caminhoneiros com a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 18 de julho de 2025, considerada por alguns como a “gota d’água” em meio a reivindicações acumuladas, como aumento nos preços dos combustíveis e falta de infraestrutura nas estradas. No entanto, a categoria está dividida. O presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS) afirmou que não há intenção de paralisação, a menos que promessas do governo de outubro de 2024 não sejam cumpridas. Já o presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC) sugeriu que a adesão pode ser significativa se a mobilização avançar, mas alertou para motivações ideológicas.
Não há confirmação oficial de uma paralisação até o momento, e a reunião de 21 de julho seria decisiva para definir os próximos passos. A falta de consenso e a polarização política podem limitar a adesão, diferentemente da greve de 2018, que causou desabastecimento por dez dias. Posts no X refletem o debate, com alguns apoiando a mobilização e outros questionando sua viabilidade ou impacto, especialmente considerando possíveis multas e a situação econômica do agronegócio.
Grok/X















