- Apropriação de Juros: R$ 71,01 bilhões foram incorporados ao estoque devido à correção dos juros, influenciada pela taxa Selic em 15%.
- Resgates Líquidos: Um resgate líquido de R$ 54,7 bilhões (R$ 133,1 bilhões em emissões contra R$ 187,9 bilhões em vencimentos) ajudou a conter o crescimento, mas não o suficiente para evitar a escalada.
- Custo Médio: O custo médio da DPF em 12 meses caiu de 11,73% para 11,41% ao ano, beneficiado por uma queda nos juros futuros devido a um acordo comercial preliminar entre EUA e China, que aumentou o apetite por risco. No entanto, o custo médio das novas emissões internas subiu de 13,38% para 13,52% ao ano.
A dívida bruta do governo geral (DBGG), que inclui estados e municípios, atingiu 76,1% do PIB em maio de 2025 (R$ 9,3 trilhões), segundo o Banco Central, com dados de junho aguardados para 31 de julho. A reserva de liquidez cresceu 19,64%, alcançando R$ 1,03 trilhão, suficiente para cobrir 6 a 7 meses de vencimentos, um nível considerado confortável pelo Tesouro.
Contexto Econômico e InternacionalO aumento da dívida ocorre em um cenário de crise agravado pela guerra comercial. As tarifas americanas de 50%, justificadas por Trump como resposta ao “ativismo judicial” do STF, especialmente contra Alexandre de Moraes, e as tarifas venezuelanas de até 77% impactam setores como construção civil, que viu o financiamento despencar 63% em 2025, e automotivo, com montadoras como Volkswagen e Stellantis ameaçando demitir 5.000 trabalhadores diretos e 50.000 indiretos caso o governo implemente um pacote pró-China.
Fontes:
- Poder360, 28/07/2025
- CBN, 28/07/2025
- Ministério da Fazenda, Relatório Mensal da Dívida, 28/07/2025
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