O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as importações do Brasil a partir de 1º de agosto, um aumento significativo em relação à tarifa de 10% previamente estabelecida em abril.
A medida foi justificada por Trump como uma resposta à suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem ele chama de vítima de uma “caça às bruxas” devido ao julgamento por tentativa de golpe após as eleições de 2022, e também por alegadas práticas comerciais desleais do Brasil, incluindo ataques à liberdade de expressão e ao comércio digital de empresas americanas.
Trump também ordenou uma investigação sobre as práticas comerciais digitais do Brasil sob a Seção 301 do Trade Act de 1974.O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, respondeu afirmando que o Brasil é uma nação soberana com instituições independentes e não aceitará interferências externas. Ele prometeu retaliar com medidas recíprocas sob a Lei de Reciprocidade Econômica do Brasil, que permite suspender acordos comerciais com países que prejudiquem a competitividade brasileira.
Lula também negou as alegações de Trump sobre um déficit comercial, destacando que os EUA têm um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões com o Brasil em 2024, com exportações de US$ 49,7 bilhões contra importações de US$ 42,3 bilhões.A tarifa de 50% pode impactar significativamente a economia brasileira, especialmente setores como café (o Brasil fornece cerca de um terço do café consumido nos EUA) e suco de laranja (80% do comércio global).
O real brasileiro caiu mais de 2% frente ao dólar após o anúncio, e empresas como Embraer e Petrobras sofreram perdas no mercado de ações.
Críticos, como o ex-oficial de comércio dos EUA Brad Setser, alertam que a medida pode desencadear uma guerra comercial prejudicial entre as duas democracias.Além disso, Trump acusou o Brasil de atacar a liberdade de expressão, citando decisões da Suprema Corte brasileira que responsabilizam plataformas de mídia social por conteúdo e impõem multas por não conformidade. Ele também criticou o Brasil por sediar a cúpula do BRICS, chamando o grupo de “anti-americano” e impondo uma tarifa adicional de 10% aos membros.
Grok/X















