Empresários culpam o governo Lula pelo fim das negociações com os EUA

Empresários brasileiros têm expressado descontentamento com o governo Lula, atribuindo a ele a responsabilidade pela suspensão das negociações com os Estados Unidos sobre a tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump a produtos brasileiros.

 

Segundo fontes ouvidas pela CNN, representantes do setor produtivo consideram o governo “inerte” e criticam a condução das conversas, apontando falta de empenho e uma abordagem mais política do que pragmática.

 

Alguns empresários sugerem que Lula se afastou do diálogo com o setor privado, diferentemente de seus mandatos anteriores, e que a insistência em provocações públicas, como menções ao Brics e contatos com líderes como o da Índia, tem dificultado acordos. Eles defendem uma postura mais diplomática, com nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin ou até mediadores do setor privado para liderar as negociações, evitando escaladas políticas.

Por outro lado, o governo Lula argumenta que as tarifas têm motivação política, ligada a questões como o julgamento de Jair Bolsonaro, e que ceder às demandas dos EUA implicaria comprometer a soberania nacional.

 

O Planalto destaca esforços diplomáticos, como o envio de cartas aos EUA e conversas nos bastidores, mas sem respostas formais do governo americano. Apesar disso, empresários temem perdas econômicas significativas, estimadas em até US$ 23 bilhões até 2026, e pressionam por soluções que priorizem o diálogo em vez de retaliações, como a Lei de Reciprocidade Econômica.

 

A tensão reflete um embate entre interesses comerciais e disputas políticas, com setores como siderurgia, petróleo e automotivo entre os mais afetados.

 

Grok/X

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