Estados Unidos atacam neste sábado instalações nucleares do Irã

Os Estados Unidos realizaram ataques contra três instalações nucleares iranianas — Fordo, Natanz e Esfahan — em uma operação anunciada pelo presidente Donald Trump às 22h28 (horário de Brasília) de 21 de junho de 2025.
A ação, descrita como “muito bem-sucedida”, envolveu bombas “bunker-buster” lançadas por aviões B-2 Spirit, com foco principal em Fordo, um complexo subterrâneo de enriquecimento de urânio. Natanz, outro centro de enriquecimento, teve milhares de centrífugas destruídas, segundo a AIEA, e Esfahan, ligada à produção de componentes nucleares, também foi atingida.
Contexto:
  • Antecedentes: Os ataques seguem uma ofensiva aérea de Israel contra o Irã, iniciada em 13 de junho de 2025, visando neutralizar o programa nuclear iraniano. Inicialmente, os EUA negaram envolvimento, mas Trump, após apoiar publicamente Israel, autorizou a operação americana, motivado pelo colapso das negociações nucleares e pressões do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
  • Justificativa: Trump afirmou que os ataques visaram impedir o Irã de desenvolver armas nucleares, declarando no Truth Social que “agora é a hora da paz”.
  • Execução: Não há relatos de baixas americanas, e os aviões retornaram em segurança.
Reações:
  • Irã: O Ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh ameaçou retaliar, destacando que bases americanas na região estão ao alcance de mísseis iranianos. O líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei, prometeu “danos irreparáveis” aos EUA. Até o momento, o Irã focou sua resposta em Israel, com mísseis e drones, mas milícias apoiadas pelo Irã (como Houthis no Iêmen ou grupos no Iraque) podem atacar alvos americanos.
  • Internacional:
    • Nos EUA, republicanos como Ted Cruz e Rick Scott apoiaram a ação, enquanto o deputado Thomas Massie a criticou como “inconstitucional”.
    • A ONU, por meio de António Guterres, alertou para o risco de escalada regional. A AIEA confirmou contaminação radiológica e química em Natanz, mas sem liberação significativa ao público.
    • Reino Unido, França e Alemanha pedem negociações diplomáticas para evitar um conflito maior.
  • Riscos:
    • Retaliação: O Irã pode recorrer a ataques cibernéticos contra infraestrutura crítica dos EUA (como redes de energia ou finanças) ou minar o Estreito de Ormuz, afetando 20% do comércio global de petróleo.
    • Tropas americanas: Cerca de 40.000 militares dos EUA na região, em bases como Al-Asad no Iraque, são alvos potenciais de milícias pró-Irã.
    • Escalada: Um ataque ao reator de Bushehr, não visado até agora, poderia causar um desastre radiológico.
Implicações:
Os ataques marcam uma escalada significativa, com os EUA agora diretamente envolvidos no conflito Israel-Irã, contrariando promessas de Trump de evitar guerras no Oriente Médio. A destruição de parte da infraestrutura nuclear iraniana pode atrasar seu programa nuclear, mas aumenta o risco de um conflito regional mais amplo.

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