EUA Abrem Investigação Contra Brasil por Práticas Comerciais Desleais e Retaliações a Empresas de Tecnologia

Washington, 16 de julho de 2025 – Os Estados Unidos anunciaram, na última terça-feira (15), a abertura de uma investigação contra o Brasil sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, alegando práticas comerciais desleais e medidas retaliatórias contra empresas americanas de tecnologia.
A investigação, conduzida pelo Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, foi ordenada pelo presidente Donald Trump e abrange uma série de questões, incluindo políticas brasileiras de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais a outros parceiros comerciais, proteção insuficiente à propriedade intelectual, barreiras tarifárias elevadas às exportações americanas de etanol, interferência em medidas anticorrupção e falta de enforcement contra o desmatamento ilegal, que supostamente prejudica produtores de madeira dos EUA.
A decisão vem na esteira de um anúncio de Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras a partir de 1º de agosto de 2025, justificando a medida como resposta a um “relacionamento comercial injusto” e à perseguição do ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump classificou como vítima de uma “caça às bruxas” após investigações por suposta tentativa de golpe nas eleições de 2022.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu prometendo retaliar com medidas proporcionais, amparado pela recém-aprovada Lei de Reciprocidade Econômica, que permite a imposição de tarifas, suspensão de direitos de propriedade intelectual ou outras sanções comerciais. “O Brasil é soberano, e qualquer aumento de tarifas será respondido na mesma proporção”, afirmou Lula, sinalizando o risco de uma guerra comercial.A investigação americana aponta que as políticas comerciais do Brasil criam um ambiente desigual para empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores dos EUA.
No entanto, dados oficiais mostram que, em 2024, os EUA registraram um superávit comercial de bens de US$ 7,4 bilhões com o Brasil, contradizendo alegações de “déficits comerciais insustentáveis”. Entre as ações brasileiras criticadas estão a suspensão temporária da rede social X (antigo Twitter) em 2024, devido a disputas sobre desinformação, e decisões do Supremo Tribunal Federal que responsabilizam plataformas digitais por conteúdos de usuários, medidas vistas pelos EUA como ataques à liberdade de expressão e ao comércio digital.
O governo brasileiro ainda não apresentou uma resposta formal à investigação, mas o vice-presidente Geraldo Alckmin mencionou que negociações comerciais estão em andamento, sem resposta dos EUA a uma proposta brasileira feita há dois meses. A investigação pode resultar em novas tarifas ou sanções americanas, dependendo de suas conclusões.
O desdobramento do caso será crucial para as relações bilaterais, já que ambos os países sinalizam disposição para escalar o conflito comercial se necessário.
Com informações de agências internacionais.
Grok/X

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