Os Estados Unidos e o Paraguai firmaram, na última quinta-feira (14), um acordo bilateral de cooperação para a instalação de um centro de contraterrorismo na região da Tríplice Fronteira, área estratégica que conecta Paraguai, Brasil e Argentina.
O objetivo é intensificar o combate ao crime organizado, incluindo grupos como o Hezbollah e cartéis de narcotráfico, além de enfrentar a migração irregular na região.Com um investimento estimado em R$ 7 milhões, o centro terá capacidade para abrigar até 120 militares e contará com o apoio do FBI (Federal Bureau of Investigation) para operações de inteligência e treinamento.
Segundo o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a iniciativa reflete um esforço conjunto para desmantelar redes de narcoterrorismo que operam na região, aproveitando a posição geográfica estratégica da Tríplice Fronteira.Embora o governo paraguaio classifique o projeto como um “centro de inteligência”, algumas fontes já o descrevem como uma base militar, o que tem gerado debates sobre a soberania regional. O Brasil, que compartilha a fronteira, já expressou preocupações no passado com propostas de classificar facções criminosas locais, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, como organizações terroristas, o que poderia ampliar a influência militar estrangeira na região.
Autoridades paraguaias destacaram que o acordo reforça a segurança regional sem comprometer a soberania nacional, enquanto críticos alertam para possíveis implicações geopolíticas. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a iniciativa, mas analistas apontam que o tema deve gerar discussões no Itamaraty, especialmente considerando o impacto nas relações bilaterais e na dinâmica da Tríplice Fronteira.A instalação do centro ocorre em um momento de crescente preocupação com o crime transnacional na América do Sul, incluindo tráfico de drogas, armas e migração irregular.
O projeto será monitorado de perto por especialistas em segurança e política externa, enquanto a população local aguarda os desdobramentos dessa nova parceria entre EUA e Paraguai.
Grok/X















