O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a isenção de tarifas para 80% das exportações argentinas, com produtos fora dessa isenção pagando uma alíquota reduzida de 10%.
A decisão foi atribuída ao reconhecimento da “plena vigência do Estado Democrático de Direito” na Argentina, sob a gestão de Javier Milei, que implementou ajustes fiscais e redução de gastos. No mesmo dia, Trump impôs uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto, citando a suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, práticas comerciais desleais e ataques à liberdade de expressão, como decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra plataformas digitais americanas. A tarifa de 50% ao Brasil é a mais alta imposta pelos EUA até o momento.O Brasil, segundo maior parceiro comercial dos EUA após a China, enfrenta impactos significativos, com o real desvalorizando mais de 2% e quedas no Ibovespa e em ações de empresas como Embraer e Petrobras.
O presidente Lula refutou as alegações de desequilíbrio comercial, destacando o superávit americano de US$ 7,4 bilhões em 2024 e um acumulado de US$ 43 bilhões nos últimos dez anos. Lula prometeu retaliar com base na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite medidas contra barreiras comerciais externas.
Em contraste, a Argentina avança em negociações para um mercado de livre comércio com os EUA, embora setores como aço e alumínio mantenham tarifas de 50% (reduzidas para 25% em acordos com o Reino Unido).A decisão gerou reações polarizadas no Brasil. Críticos, como o economista Paulo Gala, argumentam que a tarifa não segue princípios de reciprocidade, mas reflete déficits comerciais e motivações políticas. No X, apoiadores de Bolsonaro atribuem a tarifa à postura do governo Lula e do STF, enquanto governistas acusam bolsonaristas de prejudicar o país.
A medida pode afetar setores como café e suco de laranja, nos quais o Brasil é um fornecedor chave para os EUA, e analistas alertam para o risco de uma guerra comercial.
Grok/X















