Exército Brasileiro perde 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais desde a posse de Lula

Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, o Exército Brasileiro registrou uma queda significativa de 1,7 milhão de seguidores em suas redes sociais, conforme levantamento da consultoria Bites publicado pelo jornal O Globo.
A redução, que representa cerca de 25% de sua base de seguidores, coincide com o período em que veio à tona a tentativa frustrada de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília, com pressões por apoio das Forças Armadas.
A queda no engajamento começou logo após os atos golpistas, que expuseram divisões políticas no país e colocaram o Exército sob escrutínio por supostas omissões ou envolvimentos de militares. Segundo o Poder360, o número de seguidores do Exército nas principais plataformas, como Instagram, Twitter (atual X) e Facebook, despencou de aproximadamente 7 milhões para cerca de 5,3 milhões até maio de 2025. A maior perda foi observada no Instagram, onde a instituição tinha forte presença antes dos eventos de 2023.
Postagens no X, como as de

@Veronoticias

e

@agoranoticiasbr

, reforçam que a redução está ligada à percepção de parte da população de que o Exército falhou em manter neutralidade durante a crise política.

Alguns usuários, como

@MachadoDarlon

, sugerem que a saída de seguidores reflete a rejeição de apoiadores de Bolsonaro, que esperavam uma postura mais alinhada às pautas conservadoras. Por outro lado, há críticas de que a instituição não conseguiu se comunicar de forma eficaz para recuperar a confiança do público.

O Exército, em nota, não comentou diretamente a perda de seguidores, mas destacou que mantém uma estratégia de comunicação voltada para transparência e defesa dos interesses nacionais. Especialistas apontam que a polarização política e a exposição de investigações sobre militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro contribuíram para a crise de imagem. A consultoria Bites também indica que o engajamento nas postagens do Exército caiu significativamente, com menos interações em conteúdos institucionais.
A situação reflete um desafio maior para as Forças Armadas, que buscam reconstruir sua reputação em meio a um cenário de desconfiança pública. Enquanto o governo Lula enfrenta críticas por sua gestão das relações com os militares, a perda de seguidores nas redes sociais evidencia o impacto duradouro dos eventos de 2023 na percepção popular sobre o Exército Brasileiro.
Fontes: O Globo, Poder360, Veronoticias, postagens no X.

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