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A VEJA publicou em 14 e 15 de junho de 2025 reportagens destacando a crise orçamentária das Forças Armadas brasileiras após um corte de R$ 2,5 bilhões no orçamento da Defesa, parte de um congelamento de R$ 48,5 bilhões no Orçamento de 2025, anunciado em maio de 2024, para cumprir metas fiscais do governo Lula.
Militares relatam que as Forças estão em “estado vegetativo” e “modo hibernação”, com dificuldades para pagar contas básicas como água e água em quartéis. Há também escassez de combustível, comprometendo operações aéreas, como o transporte de autoridades e missões de vigilância na Amazônia, com metade dos 60 aviões A-29 Super Tucano da FAB parados por falta de peças.
O Ministério da Defesa, com orçamento de R$ 135,9 bilhões em 2024 (antes do corte), é o quinto maior da Esplanada, mas mais de 80% é destinado a pessoal (ativos, reserva e pensionistas), deixando pouco para custeio e investimentos, que atingiram o menor nível em uma década. O corte afetará manutenção, treinamento, patrulhamento e resposta a emergências, como as enchentes no Rio Grande do Sul. O ministro José Múcio Monteiro tenta aprovar uma PEC para fixar um percentual mínimo do orçamento para a Defesa, mas o projeto está parado no Congresso.
A crise não é exclusiva do governo Lula. Gestões anteriores, como as de Fernando Henrique Cardoso e Jair Bolsonaro, também enfrentaram restrições orçamentárias na Defesa. Militares pediram R$ 1 bilhão emergencial, mas o governo priorizou o equilíbrio fiscal. Interlocutores das Forças acreditam que há falta de boa vontade do governo petista, em meio a tensões políticas ligadas às investigações de uma suposta tentativa de golpe em 2022.
Grok/X















