Ministro Fernando Haddad (Fazenda) e Lula (PT), a dupla que manda na economia - Foto: Agência Brasil.
O governo Lula sofreu uma nova derrota na Câmara dos Deputados em 25 de junho de 2025, com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025, que susta o decreto presidencial que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação, realizada em plenário com menos de 10% dos deputados presentes e de forma remota, terminou com 354 votos a favor e 98 contra. O projeto, de autoria do líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), agora segue para o Senado, onde, se aprovado, anulará o decreto do governo.
A decisão pegou o Palácio do Planalto de surpresa, já que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação na noite anterior, sem que o projeto estivesse na pauta. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tentou articular com líderes da base aliada, mas não conseguiu evitar a derrota. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), criticou a condução de Motta e a escolha do relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), chamado de “bolsonarista histriônico”, considerando a nomeação uma provocação.
A derrota reflete a insatisfação de parlamentares, incluindo partidos da base aliada como MDB, PSD, PP, Republicanos, União Brasil e PDT, que controlam 12 ministérios, mas votaram majoritariamente contra o governo. A aprovação da urgência do PDL na semana anterior, por 346 a 97, já indicava a fragilidade da articulação política do governo, agravada por reclamações sobre o ritmo lento na liberação de emendas parlamentares. O governo tentou negociar, prometendo R$ 2 bilhões em emendas até o fim de junho, mas não conseguiu reverter o cenário
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