|
Ano
|
Espaço para Gastos Discricionários (R$ bilhões)
|
Necessidade para Pisos de Saúde e Educação (R$ bilhões)
|
Déficit Projetado (R$ bilhões)
|
|---|---|---|---|
|
2027
|
122,2 (sobra após emendas: 65,7)
|
76,6
|
-10,9
|
|
2028
|
Não especificado (margem líquida negativa)
|
88,9 (sobra após emendas: 1,6)
|
-87,3
|
|
2029
|
Sem espaço para emendas
|
Não especificado
|
-154,3
|
Fonte: PLDO 2026 e análises do Ministério da Fazenda
Causas e Críticas: Arcabouço Fiscal em XequeO arcabouço fiscal, sancionado em 2023 como substituto ao teto de gastos de Michel Temer, limita o crescimento das despesas a 0,6% a 2,5% acima da inflação anual. No entanto, os pisos constitucionais de saúde e educação, que representam percentuais fixos das receitas, crescem mais rapidamente, comprimindo o espaço para investimentos discricionários. Analistas apontam que a regra, aprovada pelo próprio governo Lula, ignora a expansão das receitas tributárias, criando um “efeito bomba-relógio”.Oposicionistas, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), classificam o cenário como “irresponsabilidade fiscal disfarçada de responsabilidade”. “O governo prometeu reconstruir o país, mas agora admite que saúde e educação serão as vítimas de sua própria política econômica”, declarou Marinho em sessão no Senado.















