Governo Lula fracassa e taxa de desemprego sobe pela 4ª vez consecutiva, ficando em 7% no último trimestre

A taxa de desemprego no Brasil registrou alta pelo quarto trimestre consecutivo, alcançando 7% no período de outubro a dezembro de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,7%) e reflete um cenário de desaceleração econômica em setores como indústria e serviços.
De acordo com o IBGE, o número de desempregados cresceu 4,2% no último trimestre, totalizando cerca de 7,6 milhões de pessoas em busca de trabalho. A alta foi impulsionada pela redução de vagas temporárias, típicas do fim de ano, e pela menor geração de empregos formais. Apesar do aumento, a taxa ainda é inferior à registrada no mesmo período de 2023, quando o desemprego estava em 7,4%.
Setores mais impactados
O setor de serviços, que vinha sustentando a recuperação do mercado de trabalho, apresentou retração na oferta de vagas, especialmente em atividades ligadas ao turismo e eventos. A indústria também registrou queda, com demissões em segmentos como manufatura e construção civil. Por outro lado, o comércio apresentou leve crescimento, mas insuficiente para compensar as perdas em outras áreas.
Desafios e perspectivas
Especialistas apontam que a alta do desemprego reflete incertezas econômicas, como a inflação persistente e a elevação dos juros, que impactam o consumo e os investimentos. “A tendência de aumento no desemprego pode se manter no curto prazo, caso não haja estímulos à geração de empregos”, avalia Mariana Costa, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O governo anunciou medidas para estimular a economia, como incentivos fiscais para pequenas e médias empresas e ampliação de programas de qualificação profissional. Contudo, os efeitos dessas ações devem ser sentidos apenas em 2025.
Regiões e desigualdades
A alta do desemprego não foi uniforme. Regiões como Nordeste (8,9%) e Norte (8,1%) registraram taxas acima da média nacional, enquanto o Sul (5,2%) e o Sudeste (6,4%) apresentaram indicadores mais favoráveis. A informalidade também cresceu, com 39% dos trabalhadores ocupados em atividades sem carteira assinada ou direitos trabalhistas.
A próxima divulgação do IBGE, prevista para maio de 2025, será crucial para avaliar se a trajetória de alta do desemprego persiste ou se medidas econômicas conseguirão reverter o quadro.
GLOCK/X

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