Governo Lula Prevé Orçamento Menor para Universidades Federais em 2026, mas Aumenta Gastos com Publicidade

Com base em dados oficiais do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, apresentado pelo governo federal em agosto de 2025, e relatórios de gastos recentes.
No entanto, é importante contextualizar: o corte relativo nas universidades federais reflete uma estagnação em valores nominais (praticamente estável em relação a 2025), agravada pela inflação e pela expansão do número de instituições, enquanto os gastos com publicidade têm crescido significativamente desde 2023, especialmente em 2025, como estratégia de comunicação governamental.
Abaixo, explico os detalhes com números e fontes.Orçamento para Universidades Federais em 2026: Estagnação e Queda Real
O PLOA de 2026 prevê R$ 17,9 bilhões para universidades federais e agências de fomento à ciência e tecnologia, um valor praticamente estável em relação aos R$ 17,27 bilhões aprovados para 2025 (aumento de apenas 0,12%).

Isso representa uma queda de 53% em termos reais (corrigidos pela inflação) em comparação a 2014, quando o orçamento era de R$ 32,5 bilhões para menos instituições (59 universidades vs. 69 em 2026).

  • Orçamento discricionário (custeio e investimentos): R$ 7,85 bilhões para as 69 universidades, equivalente a 45% do valor de 2014. Isso inclui despesas como manutenção, energia e contratos de serviços, mas exclui salários obrigatórios.

    Os investimentos em infraestrutura caem para R$ 335,9 milhões, apenas 5,67% do patamar de 2014.

  • Contexto histórico: Sob Lula (2023-2025), o orçamento discricionário das federais continua abaixo dos níveis pré-pandemia dos governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2019), mesmo com promessas de recomposição.

    2 fontes

    Em 2025, houve contingenciamentos de R$ 31,3 bilhões no orçamento geral, afetando indiretamente as instituições, embora o MEC anuncie recomposições parciais (ex.: R$ 400 milhões em maio).

  • Reações: O Observatório do Conhecimento (UFRJ) denuncia um “desmonte” das instituições, com dependência crescente de emendas parlamentares incertas.

    O governo, via MEC, argumenta que recupera perdas de 2016-2022 (governos Temer/Bolsonaro) e investe em bolsas (ex.: Bolsa Permanência dobrou para 17.300 alunos) e obras via Novo PAC (R$ 9,5 bilhões até 2026).

Aumento nos Gastos com Publicidade: Expansão em 2025 e Tendência para 2026Os gastos com publicidade governamental (incluindo Secom, ministérios, bancos públicos e estatais) cresceram 15% ao ano em média sob Lula, atingindo R$ 4,1 bilhões em 2023-2024, contra R$ 2,5 bilhões (corrigidos) em 2022 sob Bolsonaro.

Para 2025, contratos podem alcançar R$ 3,5 bilhões, após licitações finalizadas em março, focando em divulgação de políticas sociais, educação e saúde.

Exemplos:
  • Secom: Até R$ 380 milhões anuais, sob investigação do TCU por irregularidades.
  • Ministério da Educação: De R$ 27,4 milhões em 2022 para R$ 140 milhões em 2025 (aumento de 40%).
  • Correios: Licitação de R$ 380 milhões após anos sem investimentos.

Para 2026, o PLOA reserva R$ 647 milhões só para publicidade institucional da Presidência (recorde histórico, corrigido pelo IPCA, contra R$ 359 milhões em 2023), em ano eleitoral, para promover ações e combater fake news.

O governo justifica como necessidade de transparência e comunicação de direitos (ex.: programas Pé-de-Meia e Mais Acesso a Especialistas), mas críticos veem como estratégia para melhorar a imagem de Lula, em meio à queda de popularidade.

O TCU cobra mais transparência, recomendando avaliação de custos e evitando concentração em veículos como o Grupo Globo.

Comparação e Implicações

Item
2025 (Atual/Previsto)
2026 (Previsto)
Variação vs. 2014/2022
Universidades Federais (Total)
R$ 17,27 bi
R$ 17,9 bi
-53% vs. 2014 (real)
Discricionário (Custeio)
~R$ 7 bi
R$ 7,85 bi
-55% vs. 2014
Publicidade (Governo Geral)
R$ 3,5 bi
~R$ 3,5 bi+ (Secom: R$ 647 mi)
+15% anual vs. Bolsonaro

 

Essa discrepância reflete prioridades fiscais: o arcabouço limita despesas discricionárias como educação (afetadas por inflação e expansão), enquanto publicidade é vista como “essencial” para governança. Reitores das federais alertam para paralisação de obras e dependência de emendas, e o Congresso pode alterar o PLOA até dezembro. O governo planeja um projeto de lei para orçamento fixo mínimo nas universidades, mas sem data definida.

Para mais detalhes, consulte o PLOA no site do Ministério do Planejamento.

Grok/X

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