Fonte: reprodução / fotos públicas
Em meio à escalada de tensões entre Índia e Paquistão, a Marinha Indiana mobilizou uma força-tarefa naval para o Mar da Arábia, posicionando navios de guerra equipados com mísseis de cruzeiro supersônicos BrahMos a cerca de 300-400 milhas náuticas de Karachi, principal porto e centro econômico do Paquistão. A movimentação, confirmada por fontes militares indianas, coloca a cidade, que concentra 60% do comércio paquistanês e abriga a sede da Marinha do Paquistão, dentro do alcance de ataque. A ação é vista como uma resposta direta ao ataque terrorista de 22 de abril em Pahalgam, na Caxemira indiana, que matou 26 civis e foi atribuído a grupos ligados ao Paquistão.
Contexto do Conflito
As relações entre os dois países, ambos potências nucleares, atingiram um ponto crítico após o ataque em Pahalgam, reivindicado pela Resistência Frontal (TRF), considerada pela Índia uma ramificação do grupo Lashkar-e-Taiba, apoiado pela inteligência paquistanesa (ISI). Em retaliação, a Índia lançou a Operação Sindoor em 7 de maio, com ataques aéreos contra nove supostos campos terroristas em território paquistanês e na Caxemira administrada pelo Paquistão, resultando em pelo menos 31 mortes, segundo Islamabad. O Paquistão nega envolvimento no ataque de Pahalgam e promete “respostas contundentes” à violação de sua soberania.
Desde então, trocas de fogo na Linha de Controle (LoC) em Caxemira e ataques com drones intensificaram o confronto. A Índia alega ter neutralizado 48 drones paquistaneses, enquanto o Paquistão afirma ter abatido 25 drones indianos, incluindo modelos Harop de fabricação israelense, em cidades como Karachi e Lahore.
Movimentação Naval Indiana
A força-tarefa da Frota Ocidental da Marinha Indiana, baseada em Mumbai, inclui destróieres da classe Kolkata, fragatas da classe Talwar e, possivelmente, submarinos da classe Kalvari, todos armados com mísseis BrahMos, capazes de atingir alvos a até 900 km com precisão e velocidades de até Mach 3. O porta-aviões INS Vikrant, que já havia sido posicionado próximo ao Paquistão em abril, pode estar operando em apoio, embora fontes indiquem que ele retornou à base naval de Karwar no final daquele mês para evitar uma escalada precoce.
A proximidade dos navios indianos de Karachi — a apenas 600 milhas náuticas de Mumbai — permite à Índia monitorar movimentos navais paquistaneses e ameaçar um bloqueio marítimo, que poderia paralisar a economia do Paquistão ao interromper o comércio e as importações de petróleo, das quais 80% passam pelo porto. Analistas alertam que um ataque a Karachi, similar às operações Trident e Python de 1971, que destruíram instalações portuárias paquistanesas, teria “consequências catastróficas” para o Paquistão.
Reações e Escalada
O Paquistão respondeu ao deslocamento indiano intensificando patrulhas navais e conduzindo exercícios com fogo real ao sul de Karachi, entre 9 e 12 de maio, coincidindo parcialmente com manobras navais indianas programadas até 13 de maio. A Marinha Paquistanesa, embora menor, mobilizou navios de superfície e submarinos, além de alegar possuir mísseis antinavio “matadores de porta-aviões”.
A chegada de um navio de guerra turco, o TCG Büyükada, ao porto de Karachi em 4 de maio, acompanhado por seis aviões de transporte C-130 da Força Aérea Turca, alimentou especulações sobre apoio militar de Ancara ao Paquistão. Embora Turquia e Paquistão descrevam a visita como um “gesto de boa vontade”, a Índia vê a movimentação com desconfiança, especialmente após declarações de apoio turco à posição paquistanesa sobre a Caxemira.
Impactos e Riscos
A escalada naval ocorre em um momento de tensões máximas, com ambos os lados acusando-se mutuamente de ataques com drones e mísseis. Na quinta-feira (8 de maio), explosões foram relatadas perto do porto de Karachi, com alegações de um ataque da Marinha Indiana, embora o Karachi Port Trust tenha negado, afirmando que sua conta no X foi hackeada para divulgar notícias falsas. Não há confirmação oficial de um ataque naval, mas vídeos nas redes sociais mostrando explosões intensificaram os rumores.
A comunidade internacional, incluindo ONU, EUA e Rússia, pediu contenção, alertando para o risco de um conflito nuclear. Companhias aéreas como Qatar Airways e Etihad suspenderam voos para Karachi e Lahore devido ao fechamento do espaço aéreo paquistanês, enquanto a Índia fechou 24 aeroportos, incluindo sete em Gujarat, como medida de precaução.
O Que Está em Jogo?
A movimentação da Marinha Indiana sinaliza uma postura de pressão estratégica, mas também eleva o risco de um confronto marítimo. Um bloqueio ou ataque a Karachi poderia devastar a economia paquistanesa, mas também desencadear uma retaliação em larga escala, potencialmente envolvendo armas nucleares. A presença de mísseis BrahMos, com capacidade de evadir defesas aéreas, dá à Índia uma vantagem tática, mas o Paquistão aposta em sua aliança com a Turquia e em sua própria dissuasão nuclear para conter a escalada.
Enquanto as forças navais de ambos os lados permanecem em alerta máximo, o mundo observa com apreensão, temendo que a rivalidade histórica entre Índia e Paquistão, agora amplificada por drones, mísseis e poder marítimo, possa levar a região a um ponto sem retorno.
Fontes: India Today, The Telegraph, CNN, Reuters, Times of India, BBC, Al Jazeera, Indian Defence Research Wing, posts no X
Nota: As informações são baseadas em dados disponíveis até 09 de maio de 2025. A situação é fluida, e novas atualizações podem alterar o contexto.















