Israel anuncia ataque sem precedentes em Gaza e ordena evacuação de Khan Younis; Netanyahu almeja controle total da Faixa

Israel anunciou nesta segunda-feira, 19 de maio de 2025, uma ofensiva militar de grande escala na Faixa de Gaza, descrita como “sem precedentes” pelo Exército Israelense (IDF), com foco na cidade de Khan Younis, no sul do território.
A operação, que visa alvos do Hamas, foi precedida por uma ordem de evacuação imediata para residentes de Khan Younis e áreas próximas, intensificando os temores de uma escalada no conflito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel busca assumir o controle total da Faixa de Gaza, levantando preocupações sobre as implicações humanitárias e geopolíticas da medida.

Segundo o IDF, a ofensiva é uma resposta ao suposto reagrupamento de combatentes do Hamas em Khan Younis, onde as forças israelenses já cercaram áreas estratégicas, incluindo a prefeitura da cidade, em operações anteriores. Relatos indicam que ataques aéreos já mataram pelo menos 46 pessoas em Gaza nas últimas horas, com bombardeios intensos de norte a sul, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Em Jabaliya, no norte, cinco pessoas foram mortas em um ataque aéreo perto de um mercado, enquanto em Nuseirat, no centro, três vítimas foram registradas.

A ordem de evacuação gerou críticas de organizações humanitárias, que alertam para a falta de destinos seguros em Gaza. A Human Rights Watch destacou que áreas designadas como zonas de evacuação têm sido repetidamente atacadas, colocando civis em risco constante. Enquanto isso, a pressão internacional sobre Israel aumentou, com aliados como os Estados Unidos exigindo a entrada de ajuda humanitária. Após negociações, caminhões de ajuda foram vistos rumo ao norte de Gaza, mas a situação permanece crítica, com relatos de fome e cerco em várias regiões.
Netanyahu, em discurso, afirmou que a operação é essencial para “derrotar o Hamas” e garantir a segurança de Israel, mas sua declaração sobre o controle total da Faixa de Gaza foi recebida com alarme. Críticos, incluindo vozes no X, classificaram a medida como uma tentativa de ocupação permanente, com potencial de agravar o conflito e completar o que alguns chamam de “genocídio” contra os palestinos. O Hamas, por sua vez, condenou os ataques como “ataques traiçoeiros contra civis indefesos”, prometendo resistência.

A comunidade internacional acompanha com apreensão, especialmente com a proximidade da COP 30, onde o conflito pode ganhar ainda mais destaque. A ONU e outras organizações pedem um cessar-fogo imediato e a abertura de corredores humanitários para evitar uma catástrofe ainda maior. Enquanto isso, a população de Gaza enfrenta deslocamentos forçados, com quase toda a região sul sob ordens de evacuação, e o futuro da Faixa permanece incerto diante das ambições declaradas por Israel.
Fontes: Reuters, France 24, Al Jazeera, The Guardian, Human Rights Watch, postagens no X.

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