Israel e EUA sinalizam possível novo ataque ao Irã em meio a protestos intensos

Teerã/Jerusalém/Washington, 5 de janeiro de 2026
Com os protestos antigoverno no Irã entrando em sua segunda semana e o regime islâmico enfrentando sua pior crise desde 1979, fontes indicam que Israel e os Estados Unidos estão considerando uma nova rodada de ataques militares contra o país. Essa possibilidade surge após a guerra de 12 dias em junho de 2025, quando Israel, com apoio americano, bombardeou instalações nucleares iranianas, resultando em centenas de mortes e danos significativos à infraestrutura militar de Teerã.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aprovou um novo plano de ataque ao Irã, com o exército de Israel em estado de alerta máximo, de acordo com relatórios recentes.

Durante uma reunião com o presidente Donald Trump em dezembro de 2025, Netanyahu discutiu explicitamente a possibilidade de um “round 2” de strikes contra o Irã em 2026, focando em alvos nucleares e militares remanescentes.

Trump, que retomou a política de “pressão máxima” contra Teerã, afirmou que os EUA estariam “prontos para apoiar Israel” e considerariam ações diretas se o regime iraniano reprimir violentamente os manifestantes ou avançar em seu programa nuclear.

Autoridades iranianas reagiram com ameaças, afirmando que qualquer intervenção dos EUA ou Israel poderia levar a ataques contra interesses americanos no Oriente Médio.

O ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os líderes israelenses e americanos de “incitamento à violência” e interferência nos protestos internos, que já se espalharam por mais de 30 cidades e resultaram em pelo menos 17 mortes.

Banners em Teerã alertam que soldados americanos e israelenses “poderão ser mortos” em caso de ação militar.

Analistas apontam que a combinação de colapso econômico no Irã – com inflação acima de 40% e desvalorização do rial – e derrotas regionais, como a queda de Bashar al-Assad na Síria, enfraqueceu o “Eixo da Resistência” (incluindo Hezbollah e Hamas), criando uma janela de oportunidade para Israel e EUA.

No entanto, uma nova guerra poderia escalar rapidamente, envolvendo proxies regionais e até potências como a Rússia ou China.

Aqui estão imagens que ilustram as tensões militares atuais, incluindo mísseis iranianos em exibição e discussões sobre capacidades nucleares:E reações em redes sociais, como este post chamando o Irã a construir armas nucleares em resposta às ameaças:Enquanto isso, vizinhos como o Paquistão aceleram aquisições militares, possivelmente em preparação para instabilidades regionais:Especialistas divergem: alguns veem um ataque iminente para explorar a fraqueza interna do Irã, enquanto outros alertam para o risco de uma guerra mais ampla.

O desfecho depende de como o regime de Khamenei gerencia os protestos e se evita uma repressão que justifique intervenção externa. A situação permanece volátil, com o mundo observando de perto.

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