Justiça manda Janja e governo Lula se explicarem por uso de dinheiro público em viagens internacionais

A Justiça Federal deu um prazo de 20 dias para que a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestem esclarecimentos sobre o uso de recursos públicos em viagens internacionais.
A decisão, publicada em 19 de maio de 2025, atende a uma ação popular movida pelo vereador Guilherme Kilter e pelo advogado Jeffrey Chiquini, que questionam a legalidade e os custos das viagens de Janja a destinos como Moscou, Paris, Roma, Nova York e Japão.
A ação aponta que Janja, por não ocupar um cargo oficial no governo, não teria respaldo legal para utilizar verbas públicas em deslocamentos internacionais. Relatos indicam que uma comitiva de 220 pessoas acompanhou o presidente Lula em uma viagem ao Japão, com custos estimados em R$ 4,5 milhões, segundo postagens no X.
Além disso, os gastos totais com diárias e passagens do governo em 2025 teriam atingido cerca de R$ 1 bilhão, incluindo despesas com a primeira-dama, o que gerou críticas por suposta falta de transparência.
A Advocacia-Geral da União (AGU) ainda não se manifestou oficialmente, mas o governo enfrenta pressão para detalhar os gastos e justificar a participação de Janja em agendas internacionais. A primeira-dama, por sua vez, ironizou críticas recentes durante um evento sobre combate à violência contra crianças, defendendo seu papel em discussões internacionais, como uma conversa com o presidente chinês Xi Jinping. Lula também saiu em defesa de Janja, afirmando que ela possui conhecimento em áreas como redes sociais, mas a resposta não dissipou as contestações sobre o uso de recursos públicos.

A ação judicial reacende o debate sobre a transparência no uso de verbas públicas, especialmente em um contexto de rombo nas contas públicas e filas crescentes no INSS. O governo Lula enfrenta críticas adicionais por dificultar o acesso a 16 milhões de documentos relacionados a despesas públicas, conforme noticiado pelo portal Terra. A decisão judicial é vista como um passo para esclarecer se houve irregularidades, com a oposição cobrando maior accountability.

Enquanto o prazo para explicações corre, a polêmica segue alimentando discussões nas redes sociais, com parte dos internautas acusando o governo de “turismo de luxo” às custas do contribuinte e outros defendendo o papel ativo de Janja em agendas diplomáticas. O desfecho do caso pode impactar a imagem do governo às vésperas de eventos internacionais como a COP 30.
Fontes: O Globo, Estadão, CNN Brasil, Poder360, Revista Oeste, Terra, postagens no X.

Mostrar mais artigos relacionados
Mostrar mais em Política
.