Teerã/Londres, 5 de janeiro de 2026 –
O Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo da República Islâmica do Irã, preparou um plano de contingência para fugir de Teerã rumo a Moscou, na Rússia, se as forças de segurança falharem em reprimir os protestos nacionais ou começarem a desertar, segundo um relatório de inteligência obtido pelo jornal britânico The Times.
O “Plano B”, como descrito por fontes de inteligência citadas pelo veículo, prevê a evacuação do líder de 86 anos acompanhado por um círculo restrito de até 20 pessoas, incluindo assessores próximos, familiares e seu filho Mojtaba Khamenei — considerado o herdeiro aparente. O plano inclui rotas de saída pré-mapeadas da capital, além da mobilização de ativos financeiros, propriedades no exterior e recursos em dinheiro para garantir uma passagem segura.Aqui estão retratos oficiais do Aiatolá Ali Khamenei, que domina a política iraniana desde 1989:
O plano seria ativado caso o exército, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o Basij ou a polícia não consigam conter a onda de manifestações — que já completam mais de uma semana e se espalham por dezenas de cidades, incluindo Teerã e Qom.
Relatórios indicam que Khamenei estaria mais fraco física e mentalmente desde a guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025, vivendo em estado de paranoia e com obsessão pela sobrevivência.O modelo para a fuga seria a saída do aliado sírio Bashar al-Assad, que fugiu de Damasco para Moscou em dezembro de 2024, pouco antes da queda de seu regime.
Fontes destacam que Khamenei “admira” o presidente russo Vladimir Putin e vê a cultura iraniana como mais próxima da russa, tornando Moscou o destino lógico — e praticamente o único viável.
Khamenei controla uma vasta rede de ativos estimada em até US$ 95 bilhões (segundo investigação da Reuters de 2013), incluindo a organização Setad e fundações semi-estatais — parte desses recursos já estaria sendo preparada para facilitar a saída.
As manifestações atuais, iniciadas por greves no Grande Bazar de Teerã devido à crise econômica (inflação acima de 40%, desvalorização do rial e cortes de energia), evoluíram para gritos abertos contra o regime, com slogans como “Morte a Khamenei” e rejeição à política externa expansionista.As ruas de Teerã e outras cidades iranianas seguem tomadas por multidões exigindo mudanças radicais:
Autoridades iranianas não comentaram oficialmente o relatório. O regime continua em “modo de sobrevivência”, com repressão violenta relatada e pelo menos 17 mortes confirmadas.
Analistas veem o plano como sinal de fragilidade inédita no topo do poder, especialmente após derrotas regionais como a queda de Assad na Síria.A revelação intensifica a tensão no Irã em 2026: o que era uma crise econômica pode se transformar em ameaça existencial ao regime de 1979. A situação evolui rapidamente, com o mundo atento aos próximos movimentos de Khamenei e das forças de segurança.















