Lula altera Orçamento para destinar R$ 750 milhões ao MST!

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de alteração no Orçamento de 2025 que prevê a destinação de R$ 750 milhões ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A medida, anunciada pelo Ministério do Planejamento, integra um remanejamento de R$ 40 bilhões para atender a prioridades do governo, incluindo programas sociais e demandas de aliados políticos.
Do montante destinado ao MST, R$ 400 milhões serão utilizados para a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar, reforçando políticas de segurança alimentar. Os outros R$ 350 milhões serão direcionados ao Fundo de Terras e da Reforma Agrária, com o objetivo de financiar a compra de áreas para assentamentos rurais. A proposta ainda depende de aprovação do Congresso, onde a votação é aguardada para os próximos dias.
A decisão tem gerado reações polarizadas. Lideranças do MST e movimentos sociais celebraram o anúncio, destacando o fortalecimento da reforma agrária e o apoio às famílias campesinas. “É um passo importante para a justiça no campo e para garantir comida na mesa dos brasileiros”, afirmou João Pedro Stédile, coordenador nacional do movimento.
Por outro lado, representantes do agronegócio criticaram a iniciativa. O deputado federal Pedro Almeida (PL-MS), ligado à bancada ruralista, declarou que a medida “ameaça a segurança jurídica no campo e privilegia grupos ideológicos em detrimento da produção agrícola”. Ele prometeu mobilizar parlamentares para barrar a proposta no Legislativo.
O Planalto defendeu o remanejamento, afirmando que os recursos visam equilibrar o desenvolvimento rural e atender a demandas históricas de inclusão social. “Estamos investindo na agricultura familiar e na reforma agrária, pilares essenciais para um Brasil mais justo”, disse a ministra do Planejamento, Simone Tebet, em coletiva de imprensa.
A votação no Congresso será um teste para a base aliada de Lula, que enfrenta resistências tanto da oposição quanto de setores moderados da própria coalizão. Analistas políticos apontam que o resultado pode influenciar o clima político em um ano que promete debates intensos sobre economia e políticas públicas.
Enquanto o embate segue, o MST já sinaliza que os recursos, se aprovados, serão fundamentais para ampliar assentamentos e projetos de produção sustentável. Resta agora saber se o governo conseguirá o aval dos parlamentares para concretizar mais essa promessa de campanha.
GloK/X

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