Lula perde influência no exterior e é impopular em casa, diz The Economist

A revista The Economist publicou um artigo em 29 de junho de 2025, intitulado “Presidente do Brasil perde influência no exterior e é impopular em casa”, onde analisa a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a publicação, Lula enfrenta desafios tanto na política externa quanto na popularidade doméstica.
No cenário internacional, a revista critica a política externa brasileira, apontando que o alinhamento de Lula com países como China, Rússia e Irã, especialmente no contexto do Brics, faz o Brasil parecer “hostil ao Ocidente”. A condenação do Brasil aos ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas em 22 de junho de 2025 é citada como exemplo de posicionamento que isola o país de outras democracias ocidentais. A publicação destaca a falta de esforços de Lula para estreitar laços com os Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump e sua aproximação com líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin, incluindo a participação de Lula nas comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial em Moscou, onde foi o único líder de uma grande democracia presente. A Economist sugere que o Brasil, sob Lula, superestima sua relevância em questões globais, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, e deveria focar em assuntos regionais.

Internamente, o artigo aponta uma queda significativa na popularidade de Lula, com aprovação pessoal em torno de 40% e apenas 28% dos brasileiros aprovando seu governo, os níveis mais baixos de seus três mandatos. A Economist atribui isso a fatores como a associação do Partido dos Trabalhadores (PT) a escândalos de corrupção, a guinada à direita do eleitorado brasileiro e o crescimento do cristianismo evangélico, que altera a base de apoio tradicional do PT. A derrota no Congresso Nacional, que derrubou o decreto de aumento do IOF, é destacada como um sinal de enfraquecimento político de Lula frente ao Legislativo. A revista também sugere que, caso a direita se una em torno de um candidato em 2026, a vitória da oposição seria provável.

Além disso, a Economist questiona a coerência da política externa de Lula, citando sua relutância em se alinhar com líderes latino-americanos, como Javier Milei, da Argentina, e sua incapacidade de formar uma frente unida contra políticas de Trump, como deportações de migrantes e guerras tarifárias. A publicação também corrige um erro em sua análise, esclarecendo que o déficit comercial do Brasil com os EUA foi de US$ 250 milhões em 2024, e não US$ 30 bilhões, como inicialmente mencionado.

Em resumo, a The Economist retrata um Lula enfraquecido globalmente e internamente, enfrentando dificuldades para manter influência e popularidade em um contexto de mudanças políticas no Brasil e no mundo.

Grok/X

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